05 outubro 2014

[Los Angeles 2014] Considerações Finais

Antes de tecer as considerações finais sobre a viagem, vou relatar rapidamente o dia da viagem de volta.

RELATO DO DIA (Quinta – 31/07/2014)

O voo saía de LA às 06:00AM, horário péssimo para viajar, pois temos que acordar no meio da madrugada, no melhor do sono! O bom é que o hotel ficava perto do aeroporto, cerca de 5,6 milhas (aprox. 9km), no máximo 15 minutos de estrada. Entregamos o carro alugado na Alamo e deixamos que a conta viesse no cartão de crédito mesmo. Pegamos o ônibus que leva da Alamo até o terminal da American Airlines, onde fizemos o check-in, obrigatoriamente em um dos totens de auto-atendimento, e despachamos as malas. Aproveitamos para tomar café da manhã na área de embarque.

Chegamos em Miami por volta das 02:15PM e o voo para Manaus só saía às 05:25PM. Aproveitamos para almoçar no TGI Fridays do aeroporto (portão/gate D36). Apesar de já ter ouvido falar nesta rede de restaurante, nunca havia comido em um. Gostei bastante da comida e, com certeza, será mais uma opção de restaurante nas próximas viagens aos EUA.

Veja minha avaliação completa sobre o restaurante TGI Fridays no TripAdvisor.

Mango Passion Smoothie.

De entrada, Mozzarella Sticks.

De prato principal, Jack Daniel's Chicken, acompanhado de purê de batatas e salada de tomate e queijo. Essa é minha metade.


Chegamos em Manaus perto das 23:00, e assim, voltamos à realidade!

ESTIMATIVA DE GASTOS (em dólares americanos - USD):

lanche (aeroporto): 30.00
TOTAL ESTIMADO: 30.00

GASTOS EFETIVOS:

carregador de malas (shuttle LA): 2.00
café da manhã (aeroporto LA): 30.61
almoço (aeroporto Miami): 35.00
TOTAL EFETIVO: 67.61 (um gasto a mais de 37.61)


Agora sim! Vamos às considerações finais! Comentarei sobre os hotéis, as cidades visitadas, o clima, dentre outros assuntos gerais da viagem. 

Então vou começar analisando justamente minha estimativa de gastos e o que efetivamente gastamos.

1. Gastos Estimados X Gastos Efetivos

Conforme apresentei na postagem de Planejamento Financeiro, o total estimado para os gastos diários, exceto compras, foi de US$ 2,401.26.

Durante os relatos de viagem, não coloquei o valor total gasto com suprimentos (água, lanches, etc) e gasolina. Abaixo o total efetivamente gasto com cada um:

gasolina: 115.00 (estimado: 156.86)
suprimentos: 99.96 (estimado: 150.00)

Agora, somando os gastos efetivos, temos um total de US$ 1,700.88. Uma economia de US$ 700.38. Uau! Por isso que gosto de jogar a estimativa sempre um pouco mais para cima, porque é muito melhor sobrar um dinheirinho do que faltar! E toda a economia que fazemos nos gastos diários, podemos reverter para as compras pessoais!

2. Clima

No hemisfério norte, o verão vai de 21 de junho a 23 de setembro. Assim, nossa viagem, na segunda quinzena de julho, ocorreu em pleno verão. A vantagem é que os dias são mais longos e ensolarados, sendo possível aproveitar bem mais as atrações das cidades. Nesta época, o sol estava se pondo por volta das 8:00PM. Outra vantagem que considero é com relação à mala, pois precisamos levar somente roupas leves. A grande desvantagem, porém, é o calor intenso, que nos deixa mais cansados e indispostos. 

Durante a viagem, não sabíamos exatamente a temperatura que estava fazendo. Porém, pesquisando no site AccuWeather, consegui as seguintes temperaturas médias para cada cidade no período visitado:

Anaheim: 28°C
Palm Springs: 44°C (verdadeiro inferno!)
San Diego: 27°C
Los Angeles County: 31°C

3. Aluguel de Carro na California

Na postagem de Planejamento Inicial, informei que o valor da reserva para todo o período da viagem (quase 12 dias inteiros) seria de US$ 739.80, valor este que deixamos ser debitado no cartão de crédito, por comodidade nossa.

- Local: California
  Período: Julho/2014
  Locadora: Alamo
  Categoria: Intermediário (carro disponível: Chevrolet Cruze)
  Valor médio da diária: USD 63.40 (com taxas e com GPS)

Com relação aos gastos com gasolina, ao todo fizemos quatro abastecimentos conforme abaixo:

- 23/07 (Buena Park): US$ 20.00, com o preço do galão a US$ 3.90;
- 24/07 (San Diego): US$ 25.00, com o preço do galão a US$ 4.29;
- 27/07 (Culver City): US$ 30.00, com o preço do galão a US$ 3.82;
- 30/07 (Culver City): US$ 40.00, com o preço do galão a US$ 3.82.

Em Los Angeles County o preço da gasolina varia demais. Evite abastecer o carro nos locais mais nobres, como Beverly Hills, onde vimos o preço do galão a quase US$ 5.00.

Curiosidade: Um galão corresponde a quase quatro litros, mais especificamente 3,7854.

Tivemos que entregar o carro com o tanque cheio, por isso fizemos o último abastecimento na noite do dia 30/07, uma vez que entregaríamos o carro de madrugada.

4. Duração da Viagem

Tivemos ao todo 11 dias e meio de viagem e acho que foi suficiente para visitar todas as atrações e cidades que selecionei. Em resumo, tivemos 2 dias e meio dedicados ao complexo da Disneyland em Anaheim, 1 dia em Palm Springs, 1 dia em San Diego, 1 dia dedicado a percorrer um trecho da Pacific Coast Highway e 6 dias curtindo várias atrações de Los Angeles County.

Confesso que fiquei um pouco frustrada com nossa visita a Palm Springs. Apesar de sempre ser bom conhecer um novo lugar, acho que neste caso não valeu muito a pena. O calor era tão insuportável, que tornava inviável o passeio pela cidade. Por isso, não recomendo visitar Palm Springs no verão! Acho que teria sido melhor ter alocado esse dia em San Diego, que merecia um tempinho a mais de visitação.

Com relação à Disneyland, achei que um dia para visitar cada parque foi suficiente, principalmente para nós que já conhecemos a Disney World na Florida, uma vez que há muitas atrações repetidas entre esses dois complexos. Porém, acho que deveríamos ter adotado uma estratégia diferente na visitação dos dois parques da Disneyland. Como falei anteriormente, o calor intenso faz com que fiquemos mais cansados e indispostos, então chegava um momento em que não conseguíamos fazer mais nada, ficávamos vagando pelos parques e acabávamos indo embora mais cedo, perdendo, assim, os shows noturnos. Após esta experiência, percebo que a melhor estratégia seria voltar ao hotel para descansar um pouco e depois voltar ao parque com energia renovada para ficar até mais tarde e assistir aos shows noturnos. Pena que só pensamos nisso depois!

5. Hotéis

Abaixo, a lista de hotéis onde nos hospedamos. Fiz avaliações para todos no TripAdvisor. Para ler, basta clicar no nome de cada hotel.

- Besthost Inn (Buena Park)
- Best Western Mission Bay (San Diego)
- Super 8 (Culver City)

6. Cidades

Agora, vou compartilhar minha opinião sobre cada cidade que visitamos.

- Buena Park / Anaheim

Como passávamos a maior parte do tempo dentro do complexo da Disneyland, não foi possível ter uma real noção dessas cidades, que ficam bem próximas umas das outras. Porém, achei as duas muito parecidas com Orlando. Além disso, achei Anaheim mais charmosa e mais agitadinha à noite do que Buena Park. Enfim, na minha opinião, estas são cidades que servem apenas de hospedagem para quem está visitando a Disneyland.

- Palm Springs

Como falei anteriormente, infelizmente, nossa experiência em Palm Springs não foi muito agradável. O calor infernal fez com que não pudéssemos aproveitar nada da cidade. No verão, Palm Springs vira uma cidade fantasma, muitos estabelecimentos fecham, e depois da nossa visita, entendi o motivo! Apesar de o passeio no Aerial Tramway ter sido interessante, proporcionando uma bela vista da cidade em meio ao deserto, acabou que não justificou as quatro horas de viagem de carro que fizemos (duas para ir, duas para voltar). Com certeza, uma visita na primavera deve ser bem mais proveitosa e agradável, a cidade é bem charmosa e parece ter várias opções de bons restaurantes e outras atrações.

- San Diego

Apesar do pouco tempo, San Diego me pareceu uma cidade bonita e muito agradável, e merecia pelo menos mais um dia de viagem. Só o San Diego Zoo necessita de um dia inteiro dedicado para sua visitação. Há muitas praias e parques que precisam ser visitados com tranquilidade. É claro que queríamos ter passado mais tempo em San Diego. Porém, achamos o valor da hospedagem extremamente alto e acabamos optando por um pernoite apenas.

- Los Angeles County

Refiro-me a Los Angeles County pois inclui não só a cidade de LA, mas também Santa Monica, Beverly Hills, West Hollywood, Burbank, etc. Há uma variedade imensa de atrações espalhadas por toda esta região. Por isso, não importa o local de hospedagem, sempre haverá uma atração que levará, no mínimo, meia hora para se chegar! Por conta disso, é que as pessoas sentem tanto a desvantagem do tráfego intenso, e esta costuma ser a reclamação mais popular sobre LA. Quem vai a Orlando acha o trânsito super tranquilo e costuma dirigir sem estresse. Quem vai a Manhattan em Nova York tem à sua disposição uma rede de metrô altamente eficaz. Como estes são os destinos mais comuns dentre os brasileiros, é normal a reclamação sobre o trânsito intenso de LA.

Na verdade, gostaria de dizer que o alto fluxo de carros não é problema somente de LA, e sim, das principais cidades da California, incluindo San Francisco e San Diego. A California é um estado bastante populoso e cheio de freeways que interligam suas cidades. Confesso que me incomoda dirigir em freeways, por conta da alta velocidade dos carros, várias faixas, saídas, rampas e merges. Porém, é algo totalmente necessário para fugir dos engarramentos e do trânsito lento dentro de LA. É claro que nos horários de pico as freeways também terão engarrafamentos, que se concentram, geralmente, perto de saídas para as cidades, porém, o fluxo costuma fluir bem melhor.

Perder muito tempo no trânsito cansa e gera estresse, mas não acho que isto deveria ser um empecilho para que as pessoas visitem LA. Basta um bom planejamento e um pouquinho de paciência!

Dica: GPS é imprescindível para dirigir em LA. Utilizamos, em conjunto, tanto o aparelho GPS do carro, quanto o GoogleMaps do smartphone, que por muitas vezes nos dava uma direção bem melhor e mais rápida. Além disso, é importante ter atenção redobrada ao se dirigir em LA, principalmente para dobrar à esquerda em algumas ruas. Tentarei explicar melhor... É normal acontecer de o seu semáforo para dobrar à esquerda abrir, porém, você não consegue dobrar de imediato pois vai perceber que o semáforo do lado oposto da rua também está verde para os carros seguirem direto! No início, isso nos pareceu uma total sandice, mas depois entendemos o raciocínio por trás. Você só vai conseguir dobrar à esquerda, quando o semáforo da rua oposta entrar no amarelo. Tudo bem que isso só dará tempo para uns dois ou três carros dobrarem à esquerda, mas por incrível que pareça, funciona muito bem em LA! Ressalto que nas ruas mais movimentadas isso não acontece, havendo um semáforo específico para dobrar à esquerda que abrirá enquanto o semáforo do lado oposto estiver fechado.

Esperando pacientemente para dobrar à esquerda. Perceba que nosso semáforo está verdinho, porém continua vindo carro do lado oposto da rua! Coisas de LA!


Outra preocupação que tive antes da viagem foi a respeito da violência, e quais seriam os locais mais perigosos e que deveriam ser evitados (veja mais informações). Para ser bem sincera, me senti bastante segura em LA. A maioria dos pontos turísticos tem estacionamento próprio e algum tipo de controle de acesso e vigilância. Foram raras as vezes em que ficamos caminhando nas ruas para visitar alguma atração. Chegamos a passar de carro por regiões mais pobres e com muitos moradores de rua, mas também era a exceção. O único lugar em que me senti um pouco incomodada foi na Hollywood Blvd, não por achar perigoso, mas aqui há muitas pessoas oferecendo de tudo, tentando lhe abordar de qualquer jeito e se você der brecha para um, ferrou! Aqui não se pode dar mole!

Enfim, definitivamente LA me surpreendeu positivamente. Conhecemos lugares incríveis e nos divertimos bastante.


É isso! Espero ter ajudado compartilhando todo meu planejamento e relatos. Até a próxima viagem!

2 comentários:

  1. Oi Patricia,eu também não viajo sem GPS! Gosto muito de usar o Google Maps no próprio smartphone e, para isso, deixo a dica de uma funcionalidade relativamente nova (e pouco divulgada) desse aplicativo: a possibilidade de salvar mapas para uso offline. Dessa forma, caso você não tenha contratado um plano de dados (ou queira economizar a franquia), ainda pode usar boa parte dos recursos que o GMaps oferece.
    Para usar essa funcionalidade (disponível tanto em iOS como Android), faça o seguinte:
    - você primeiro navega para a área do mapa que deseja salvar (vai precisar de conexão com a internet -- use o wi-fi do hotel ou faça isso mesmo do Brasil, de sua casa!);
    - selecione a caixa de pesquisa (como se fosse pesquisar uma rua ou restaurante), digite "ok maps" (sem as aspas) e mande pesquisar;
    - o aplicativo vai te dar a oportunidade de ajustar a área que deseja salvar e depois é só apertar em "salvar". Pronto, aquela área será navegável mesmo offline!
    Infelizmente esse recurso não funciona nas cidades brasileiras mas EUA funciona e já testei algumas cidades da Europa também!
    Fica aí a sugestão para os seus leitores. E parabéns novamente pelo blog, sempre cheio de ótimas dicas!
    Abs, C.A.

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    Respostas
    1. Nossa, adorei a dica! Com certeza vou tentar utilizar nas próximas viagens. Obrigada pela contribuição!

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