02 agosto 2015

[Viagens Curtas] Arraial do Cabo 2015

Durante nossa estadia em Búzios/RJ, no início de julho de 2015, o marido e eu decidimos tirar um dia para visitar Arraial do Cabo, uma pequena cidade na Região dos Lagos, a cerca de 36km de Búzios.

A ideia inicial era contratar uma agência para fazer o traslado até Arraial do Cabo e o passeio de escuna por suas diversas praias. Dizem que este passeio é imperdível. Porém, no dia do passeio, fomos informados pela atendente da pousada onde estávamos hospedados, que a agência havia cancelado o passeio porque a Marinha proibiu a navegação de embarcações de turismo por conta dos fortes ventos.

Sendo assim, para não deixar de visitar Arraial do Cabo, resolvemos alugar um carro e ir por conta própria. A pousada indicou o aluguel com a empresa Carlos Rent a Car. Como não havia muitas opções de carros, alugamos um Siena por R$ 170,00.

Antes de pegar a estrada, tivemos que abastecer o carro e, por volta de 9:30, deixamos Búzios rumo a Arraial do Cabo. O percurso durou menos de uma hora e foi bem tranquilo, utilizando sempre o GPS do celular.

Chegando a Arraial do Cabo.

Portal de entrada para Arraial do Cabo.


Estacionamos o carro na orla da Praia dos Anjos, na Avenida Luís Corrêa, em uma vaga bem próxima ao Centro de Informações Turísticas. É da Praia dos Anjos que saem os passeios de escuna. Como o atendente do Centro de Informações Turísticas não soube confirmar se os passeios de escuna estavam mesmo proibidos pela Marinha, por conta dos fortes ventos, resolvemos entrar em uma agência de turismo próxima para perguntar. Os atendentes de lá confirmaram então a informação. Que pena...

Praia dos Anjos, de onde saem barcos de passeio e de pesca.


Próxima à Praia dos Anjos está a entrada para a trilha que leva à famosa Praia do Forno. A trilha pode ser um pouco cansativa nas intermináveis subidas, principalmente para aqueles que estão fora de forma como eu! Mas aí a gente para um pouquinho e aproveita para descansar e apreciar a bela paisagem!

Seguindo pela trilha que leva à Praia do Forno.

Vista para a Praia dos Anjos, cheia de embarcações atracadas, sejam para turismo ou pesca.

Várias plaquinhas para conscientizar os visitantes e indicar o caminho correto.


No topo da trilha, há um mirante de onde são tiradas fotos clássicas da Praia do Forno. É claro que aproveitei para garantir a minha foto também! A vista é simplesmente incrível! 

Praia do Forno.

Que beleza de paisagem!

Águas bem calminhas, ótimo para um banho tranquilo.


Agora a trilha é só descida! Muito bom por ora, mas na volta...

Finalmente, chegamos à praia! Percebi que havia um restaurante disponibilizando cadeiras com guarda-sol, mas não nos informamos a respeito pois não tínhamos interesse de ficar muito tempo por aqui, afinal queríamos conhecer outras atrações de Arraial do Cabo.

A praia estava bem tranquila, com poucas pessoas, provavelmente por ser uma quarta-feira de inverno (apesar de o dia estar lindo, ensolarado e quente). Achei ótimo!

Porém, no ponto de acesso à praia, ao final da trilha, percebi muito lixo acumulado. Questiono-me como deve ser o recolhimento do lixo gerado não só pelos visitantes mas pelos que trabalham na praia.

A bela Praia do Forno.

Águas límpidas e em tons esverdeados. Delícia de praia!

A Praia do Forno é toda linda!


Resolvi criar coragem e entrar na água, que estava geladíssima! E, para piorar a situação, estava ventando bastante. Apesar disso, o mergulho foi ótimo! Cadê que o marido criou coragem?!

Ficamos apenas 40 minutinhos na Praia do Forno e pegamos a trilha de volta, com aquelas subidas de matar!

No alto da trilha para a Praia do Forno tem-se esta bela vista de Arraial do Cabo.


Bem pertinho da entrada da trilha para a Praia do Forno está a Igreja Nossa Senhora dos Remédios. A igreja é datada de 1503 e foi construída pelos portugueses, sendo uma das primeiras edificações do nosso País.

Igreja Nossa Senhora dos Remédios, datada de 1503.


Como já era meio-dia, resolvemos almoçar no restaurante Garrafa de Nansen (com boa avaliação no TripAdvisor), que fica na Rua Santa Cruz, pertinho da igreja.

Curiosidade: De acordo com o site do restaurante, seu nome foi dado em homenagem ao instrumento marinho Garrafa de Nansen, inventado em 1910 pelo norueguês Fridtjof Nansen (primeiro cientista dos oceanos a receber um prêmio Nobel), com objetivo de coletar amostras de águas oceânicas profundas para análise de salinidade, conteúdo de oxigênio e nutrientes.

O restaurante estava vazio. Provavelmente, em alta temporada, isto deve ser diferente!

De entrada, pedimos uma porção de pão de alho e, de prato principal, dividimos um escalopinho com arroz à Piamontese.

Restaurante Garrafa de Nansen.

De entrada, porção de pão de alho.

De prato principal, escalopinho com arroz à Piamontese.


Para ser bem sincera, a comida não me agradou muito. O pão de alho não estava crocante e tanto o molho madeira da carne quanto o creme do arroz à Piamontese me pareceram industrializados, além de estarem um pouco salgados. Ao final, a conta totalizou em R$ 125,40, bem caro para a qualidade oferecida.

Após o almoço, pegamos o carro para dar continuidade ao passeio por Arraial do Cabo.

Abaixo, o mapa com o percurso até então percorrido a pé.




Daqui, fomos em busca da entrada para o Pontal do Atalaia. Apesar de não sabermos a localização exata, e de não aparecer no GPS, acabamos encontrando. Então, para dirimir a dúvida, a entrada para o Pontal do Atalaia fica na Rua José de Castro Neto com a Rua Nazaret Francisco.

Entrada para o Pontal do Atalaia.


Logo que entramos no Pontal, percebemos que as ruas são estreitas e íngremes. Vamos ver se o Siena aguenta! Ainda bem que o marido era o motorista, pois morro de medo de dirigir fora da minha cidade!

A primeira parada foi em um mirante onde é possível ver a Praia Brava, que recebe este nome justamente por estar em mar aberto e ter ondas mais agitadas.

Rumo ao primeiro mirante, de onde se vê a Praia Brava.

Vista para o mar aberto, no Pontal do Atalaia.

Ao fundo à direita, é possível ver um pouco da Praia Grande.

Vista para a Praia Brava.

Praia Brava com suas ondas agitadas.


Continuamos desbravando o Pontal adentrando em ruas cada vez mais estreitas e sinuosas. Ficava me questionando o tempo todo como deve ser no verão, em alta temporada, com uma quantidade muito maior de visitantes (e carros) transitando pelo local. Nossa sorte é que raramente cruzávamos com outro carro.

Fomos dirigindo até que encontramos uma plaquinha indicando a direção para a Praia Brava. Então é para lá que nós vamos!

Plaquinha indicativa da direção da Praia Brava.


Porém, o caminho foi ficando cada vez mais estreito. A sinuosidade e as ladeiras prejudicavam a visibilidade. De novo, fico me perguntando como será isso aqui na alta temporada!

Achamos um lugar para estacionar o carro e fomos caminhando até nos deparar com uma bela visão da Praia Brava lá embaixo. Há uma trilha em meio às pedras para chegar até a praia, mas achamos o local muito isolado e não quisemos arriscar. Então, ficamos apenas apreciando a paisagem mesmo.

Praia Brava.

Trilha em meio às pedras para se chegar à Praia Brava.


Pegamos o carro e voltamos pelo mesmo caminho até chegar ao mirante inicial. Durante o percurso, tem-se uma bela vista para a Praia Grande.

Vista para a Praia Grande.


Bem, agora o objetivo é descobrir como chegar às famosas Prainhas do Pontal. Quando voltamos ao mirante inicial, descobrimos um outro caminho, que, analisando pelo GPS, só poderia levar até às Prainhas!

Esses percursos só vão piorando! Mas a vista para a cidade e a Praia dos Anjos é linda!

Rumo às Prainhas do Pontal! Ao fundo, podemos ver a Praia dos Anjos.

Praia dos Anjos.

Praia dos Anjos com várias embarcações atracadas,


Estávamos dirigindo rumo às Prainhas quando a rua, que era de pedra, virou de terra, e havia uma parte que estava toda alagada. Paramos o carro e perguntei ao marido: "E agora?". Se o carro atolasse, quem iria nos socorrer? Quase não havia carros transitando e nossos celulares estavam sem sinal. Bem, já que chegamos até aqui, o marido resolveu ir em frente até chegar nessas benditas Prainhas!

Rezei um monte para o anjo da guarda e conseguimos atravessar a parte alagada! Ufa!

Finalmente chegamos ao topo das Prainhas. Estacionamos o carro e fomos descer a escadaria de madeira com 255 degraus. Para descer, todo o santo ajuda! E mais uma vista de tirar o fôlego!

Escadaria de madeira com 255 degraus para chegar às Prainhas do Pontal.

Prainhas do Pontal com a Ilha do Farol ao fundo.

Falta pouco!

Quase lá!

Chegando!


A praia é linda, com águas calmas, ótimo para o banho. Havia poucas pessoas e nenhuma infra-estrutura montada, apesar de ter visto algumas barracas.

Dizem que são duas praias, por isso o nome "Prainhas", mas que são divididas por rochas. Deve ser por isso que só vimos uma mesmo!

Desta vez, confesso que não quis entrar na água, tampouco o marido. Então, ficamos só apreciando a bela paisagem e caminhando pela praia.

Ao fundo, a Ilha do Farol e sua praia.

Prainhas do Pontal, um verdadeiro paraíso!

A natureza é realmente incrível!


Estávamos tão cansados por conta das andanças pelo Pontal do Atalaia, que ficamos apenas 20 minutinhos na praia e resolvemos voltar. Vamos lá encarar os 255 degraus acima!

Hora de voltar e subir os 255 degraus.

Aqui me despeço do Pontal do Atalaia e de Arraial do Cabo.


Abaixo, um mapa com os caminhos percorridos de carro dentro do Pontal do Atalaia.




Daqui, resolvemos encerrar nossa visita a Arraial do Cabo e voltar para Búzios às 15h.

Foi uma pena não ter conseguido fazer o passeio de escuna. Porém, ter tido a liberdade de passear de carro por Arraial do Cabo também foi uma ótima experiência. As praias que visitamos são lindas, do jeitinho que gosto, com águas calmas e propícias para o banho.

A cidade em si é pequena e simples, sem a mesma infra-estrutura e glamour de Búzios, mas com certeza isso faz parte de todo o charme que Arraial do Cabo tem.

Por aqui me despeço. Até a próxima!

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