07 maio 2016

[Inglaterra/França 2015] 15º dia: Paris (Notre-Dame, Saint-Louis, Place des Vosges, Centre Pompidou e Sainte-Chapelle)

No relato deste primeiro dia em Paris, compartilho o nosso passeio a pé (walking tour) pelo 4° arrondissement e redondezas, incluindo a visita às torres da Cathédrale Notre-Dame, a Place des Vosges com toda a sua simetria que encanta, o museu de arte moderna do Centre Pompidou e os belíssimos vitrais da Saint-Chapelle, entre outros. Ao final desta postagem, apresento o mapa com os lugares visitados e o trajeto percorrido a pé.

Além disso, super recomendo um almoço no restaurante Sorza localizado na pequena Île de Saint-Louis.

A seguir, o roteiro para o dia de hoje, o relato detalhado e, ao final, a estimativa de gastos comparada com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Domingo – 04/10/2015):

Cathédrale Notre-Dame (Paris Museum Pass)
Île de Saint-Louis
Place de la Bastille
Place des Vosges
Centre Pompidou (Paris Museum Pass)
Hôtel de Ville
Sainte-Chapelle (Paris Museum Pass)
Saint-Michel

RELATO DO DIA:

Hoje o dia será dedicado para conhecer algumas das principais atrações dentro (e fronteira) do arrondissement de Paris. Um "arrondissement", ou distrito, constitui em uma divisão administrativa dentro da cidade de Paris, que possui ao todo 20 arrondissements organizados em forma de espiral começando no centro da cidade, sendo que cada um possui seu próprio administrador, tipo um prefeito.

Para efeitos ilustrativos, abaixo o mapa da cidade de Paris dividida em seus 20 arrondissements, obtido do site Europe Up Close.

Paris está dividida em 20 arrondissements (distritos administrativos). Fonte: Europe Up Close.


A seguir, o mapa específico do 4° arrondissement, obtido do site Discover France, para ilustrar algumas das principais atrações que pretendemos visitar neste distrito no dia de hoje.

Mapa do 4° arrondissement de Paris. Fonte: Discover France.


Como o Hôtel de la Paix não possui café da manhã incluído na diária, às 9:00 resolvemos sair em busca de um local para comer. Durante o planejamento da viagem, peguei algumas sugestões da postagem sobre padarias em Paris do blog Matraqueando, sendo uma delas a Pomme de Pain, com uma unidade pertinho do hotel na Boulevard du Montparnasse.

Nosso café da manhã na Pomme de Pain totalizou em $13,30 euros, conforme detalhamento abaixo:

- Sanduíche de queijo: 2 x 3,90 = 7,80
- Combo (croissant, café e suco): 5,50
TOTAL: 13,30

A primeira visita do dia será à Cathédrale Notre-Dame, situada na Île de la Cité. Para chegar até lá, seguimos para estação de metrô Montparnasse - Bienvenüe, que possui uma entrada pela Boulevard du Montparnasse, onde pegamos a linha 4, sentido Porte de Clignancourt, rumo à estação Cité (a mais próxima da Catedral), totalizando em 6 paradas, aproximadamente 10 minutos de viagem. Chegamos à Catedral às 9:30 e ficamos admirando a beleza de sua fachada!

Um pouco de história...

A Île de la Cité é a maior ilha sobre o Rio Sena e foi onde surgiu o primeiro núcleo civil e religioso de Paris, nascendo assim a Catedral Notre-Dame, com sua construção iniciada em 1163 pelo bispo Maurice de Sully. As torres foram concluídas em 1245. E, somente em 1345, pode-se considerar terminada a construção da Catedral.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), a Catedral Notre-Dame correu o risco de ser abatida. Contudo, continuou preservada para que, em 1804, pudesse ser o local da coroação de Napoleão Bonaparte pelo Papa Pio. De 1844 a 1864, a Catedral passou por várias restaurações.

Sua fachada está dividida verticalmente e horizontalmente em três partes. No plano inferior, há três profundos portões em estilo gótico. Sobre os portões está a chamada Galeria dos Reis, com 28 estátuas enfileiradas horizontalmente representando os reis de Israel e Judéia. A parte central possui dois janelões em cada extremidade e, ao meio, a roseta (janela em forma de roda estrelada) com 10 metros de diâmetro aproximadamente. Em frente à roseta, há estátuas da Virgem Maria com o menino Jesus e dois anjos ao seu lado.

Catedral Notre-Dame de Paris.


O nosso objetivo principal era subir nas torres da Catedral, pois dizem que a vista de Paris é ótima, compensando os 422 degraus! O acesso para subir às torres é feita pela Rue du Cloître Notre-Dame, rua do lado esquerdo de quem chega à fachada principal da Catedral. Para a nossa surpresa, já havia uma pequena fila formada, sendo que a visitação começava às 10:00.

Fila para subir nas torres da Catedral Notre-Dame.


Para subir nas Torres da Catedral Notre-Dame é necessário comprar ingresso. Porém, no dia em que desembarcamos no aeroporto de Paris, iniciando esta viagem, aproveitamos para comprar logo o Paris Museum Pass (veja a postagem sobre a nossa chegada no aeroporto de Paris), que é um passe para visitar 60 museus e monumentos em Paris e arredores. Existem três opções: para 2, 4 ou 6 dias consecutivos. Pelo tempo que vamos passar em Paris, compramos o passe para 6 dias, que custou $69,00 euros cada, no balcão de informações turísticas (Tourist Information Desk) do Portão A, na área de desembarque do Aeroporto Orly (ORY).

Antes de começar a usar o Paris Museum Pass, temos que preencher nome e data da primeira utilização, que será hoje, assim fica possível controlar os 6 dias consecutivos que temos direito.

Como o Paris Museum Pass dá direito a visitar as torres da Catedral, não precisamos comprar ingresso. Sendo assim, o jeito foi esperar pacientemente na fila até o início da visitação.

Apenas às 10:30 liberaram a nossa subida. E vou confessar... não foi fácil! Ainda mais para a quase sedentária aqui! Mas consegui chegar viva à base das torres, totalmente sem fôlego, mas viva! Fiquei mais sem fôlego ainda quando olhei a vista sensacional de Paris! Porém, que seja dita a verdade aqui... a nossa visão é obstruída por uma grade de segurança que dificulta também em tirar fotos da paisagem.

Interessante que quando eu via as fotos de outros viajantes no Instagram do topo da Catedral, com uma visão desobstruída, nunca imaginei (pois não costumam colocar essa informação nas fotos) que havia a tal grade de segurança, deixando uns quadrados bem pequenos para enfiar a lente da câmera!

A verdade sobre a vista a partir das torres da Catedral Notre-Dame... Há grades de segurança!

Vista de Paris a partir da base das torres da Catedral Notre-Dame. Olha a Torre Eiffel à esquerda!

Lá ao fundo, a Basílica Sacré-Cœur ao topo do bairro Montmartre.


A base das duas torres é a primeira parada para apreciar a vista da bela e fotogênica Paris. Aqui podemos ver de perto as diversas gárgulas e quimeras que rodeiam a Catedral Notre-Dame.

Na arquitetura, o termo gárgula é usado para indicar um cano enfeitado para escoar água dos telhados ou fontes, que, na Idade Média, costumava ser adornado com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comumente presentes na arquitetura gótica. Já as quimeras também costumam representar animais fantásticos, tal como as gárgulas, porém, desempenham um papel meramente decorativo.

Corredor que liga a base das duas torres da Catedral Notre-Dame.

Quimeras e gárgulas rodeiam a base das torres da Catedral Notre-Dame.

Até as quimeras admiram a beleza de Paris! O prédio de arquitetura inusitada é o Centre Pompidou.


Na base das torres, há mais uma escadaria para chegar realmente ao topo de uma das torres. No alto da torre, existem partes que são menos obstruídas pelas telas de segurança. Aí já viu né? Todo mundo querendo aproveitar esses pedacinhos para garantir umas belas fotos, inclusive eu! Paris é lindíssima vista de cima! E tão fotogênica!

Contudo, o tempo dos visitantes na torre é limitado e controlado por funcionários da Catedral. Então, quando o nosso grupo terminou a visitação na torre, tivemos que descer para deixar um novo grupo subir.

Vista de Paris do alto de uma das torres da Catedral Notre-Dame. À esquerda, a Torre de Montparnasse.

Um belo zoom na Torre Eiffel! À esquerda, a cúpula dourada do Les Invalides.


Enfim, terminamos a visitação das torres e aproveitamos para visitar o interior da Catedral, que estava lotada por conta de uma missa sendo celebrada. Afinal hoje é domingo, dia tradicional das missas!

Demos uma volta no interior da Catedral, sendo que o seu centro, onde ficam os bancos, estava interditado para os visitantes, para não incomodar o bom andamento da missa e as pessoas que estavam participando.

A Catedral Notre-Dame é simplesmente enorme, com capacidade para 9.000 pessoas. Sua arquitetura impressiona com tanta beleza. As rosetas nas duas extremidades laterais são compostas por lindos vitrais do século XIII.

Interior da Catedral Notre-Dame, durante a celebração de uma missa dominical.

Roseta composta por vitrais do século XIII.

Órgão de 8.000 tubos, sendo alguns datados da Idade Média.


Saímos da Catedral por volta das 11:30 e fomos caminhando pela Rue du Cloître Notre-Dame até chegar à sua parte traseira, onde está a Praça Jean XXIII com a fonte da Virgem em seu centro. Esta praça é extremamente agradável, arborizada e com vários bancos, ótimo para descansar um pouquinho e apreciar a vista.

Praça Jean XXIII com a fonte da Virgem em seu centro e a visão da parte traseira da Catedral Notre-Dame.


Em seguida, atravessamos a ponte que conecta as ilhas Cité e Saint-Louis para buscar um restaurante onde almoçar. A Île de Saint-Louis possui várias opções, sendo que escolhemos o restaurante Sorza, situado ao número 51 da Rue Saint-Louis en l'Île, principal rua da pequena ilha. O restaurante não possui site oficial, mas durante o planejamento desta viagem, li ótimas avaliações no TripAdvisor e, por isso, resolvemos experimentar.

Caminhando pela Rue Saint-Louis en l'Île, principal rua da pequena Ilha de Saint-Louis.

Restaurante Sorza, na Ilha de Saint-Louis, em Paris.


Esperamos um pouquinho pelo horário de abertura do restaurante, às 12:00, e entramos. O local é pequeno, porém com ambiente agradável e atendimento muito atencioso e simpático (em inglês também). Sem falar na seleção musical que estava ótima!

Dica: Os restaurantes franceses disponibilizam água tratada gratuita aos clientes, basta pedir em francês "carafe d'eau", ou, como preferimos, "tap water", em inglês. Para que gastar mais com água engarrafada?!

De prato principal, pedi um risoto de parmesão (risotto au parmesan) e o marido pediu filé mignon (filet de boeuf) com batatas. Para acompanhar pedimos duas taças de vinho.

A comida estava simplesmente divina! E para finalizar, não resistimos em dividir um tradicional crème brûlée de sobremesa. Delícia! Sem dúvida, o melhor restaurante onde comemos nesta viagem!

Almoço maravilhoso no restaurante Sorza, na Ilha de Saint-Louis, em Paris.


A conta totalizou em $60,00 euros conforme detalhamento a seguir:

- Filé mignon: 27,00
- Menu (principal e sobremesa): 19,00
- Taça de vinho: 2 x 7,00 = 14,00
TOTAL: 60,00

Como o serviço não estava incluído na conta, deixamos o valor de $8,00 euros (gorjeta de aproximadamente 13%), totalizando em $68,00 euros. Pela qualidade do que comemos, achei um preço muito justo. Por isso, recomendo o restaurante Sorza!

Deixamos o restaurante por volta das 13:00 e fomos caminhando até o final da Rue Saint-Louis en l'Île em direção a Pont de Sully para deixar a ilha. Definitivamente, a pequena Ilha de Saint-Louis é um lugar muito charmoso e agradável, ótimo para uma caminhada tranquila. Sem falar que aqui está uma das sorveterias mais famosas de Paris, a Berthillon. Confesso que estava nos meus planos visitar a badalada sorveteria, porém, no frio de outono que estava fazendo, não ficamos com vontade alguma de tomar sorvete! Vai ficar para a próxima oportunidade!

Atravessando a Pont de Sully, deixando a pequena Ilha de Saint-Louis.


Depois de atravessar a Pont de Sully, seguimos pela Boulevard Henry IV até chegar a Place de la Bastille, localizada no 11° arrondissement (fronteira com o 4° arrondissement).

Um pouco de história...

Nesta praça existia uma fortaleza, denominada Bastilha, construída entre os anos 1370 e 1382, utilizada pelo regime monárquico como Prisão do Estado. E foi aqui que, em 14 de julho de 1789, aconteceu a invasão da fortaleza ("A Queda da Bastilha") pelo povo de Paris, sendo este o evento decisivo para o início da Revolução Francesa no mesmo ano, em busca da extinção do regime absolutista monárquico.

No centro da Place de la Bastille se encontra a Coluna de Julho, erguida entre 1831 e 1840 em memória dos parisienses mortos na Revolução de 1830 (ou Revolução de Julho). Seus corpos, juntamente aos dos mortos da Revolução de 1848, estão sepultados na base de mármore, enquanto que os nomes estão gravados na coluna. No topo da coluna, tem-se a estátua do Gênio da Liberdade (ou Espírito da Liberdade).

Ainda nesta praça, está a Opéra Bastille, uma moderna casa de concertos, com capacidade para 2.700 pessoas, inaugurada em 1989, por ocasião do Bicentenário da Revolução Francesa.

A Coluna de Julho marca o centro da Place de la Bastille. À direita, a moderna Ópera Bastille.


Da Place de la Bastille, seguimos com o nosso roteiro rumo a Place des Vosges, no histórico bairro Le Marais, atualmente super badalado e cheio de lojas de marcas famosas.

A Place des Vosges foi projetada por Enrique IV em 1607 e concluída em 1612, e chama a atenção pela sua simetria disposta em um quadrado de 108 metros de lado, completamente fechada por 36 antigos e característicos palácios. Em seu número 6, está a casa onde habitou o poeta Victor Hugo de 1832 a 1848, sendo que no local funciona o museu Maison de Victor Hugo, mas que não chegamos a visitar.

Ficamos passeando pela praça, aproveitando a bela tarde de domingo que fazia. Muitos adultos e crianças também estavam aproveitando o local, que é extremamente agradável.

Chegando a Place des Vosges, em Paris.

A Place des Vosges é conhecida por sua simetria.

Place des Vosges em uma bela tarde de domingo.


Continuamos nosso passeio pela Rue des Francs Bourgeois, passando na frente do Musée Carnavalet, um museu inaugurado no século XIX e que possui em exposição documentos e outros artigos raros sobre a história de Paris. Mais adiante na mesma rua, passamos pelo Musée des Archives Nationales (Museu dos Arquivos Nacionais).

Em seguida, a Rue des Francs Bourgeois vira Rue Rambuteau e logo chegamos ao Centre Pompidou, um prédio de arquitetura bastante inusitada, para se dizer o mínimo, que abriga uma biblioteca pública, um centro de música e um museu de arte moderna considerado o maior da Europa.

O projeto de arquitetura do Centre Pompidou é resultado de um concurso internacional, lançado em 1969, em que participaram 49 países, com um total de 681 projetos. As obras tiveram início em 1972 e, em 1977, o edifício foi inaugurado, ocupando uma área de 100.000 metros quadrados.

Interessante notar que todas as estruturas que costumam ficar dentro de um edifício, como escadas rolantes, elevadores, saídas de emergência e canalizações, foram colocadas na parte externa do edifício. Inclusive, cada tubulação externa está pintada com uma cor diferente, conforme a sua função. Por exemplo, o azul corresponde ao sistema de climatização, o amarelo ao sistema elétrico e o verde às tubulações de água.

O Centre Pompidou abriga o maior museu de arte moderna da Europa.

Arquitetura inusitada e ousada do Centre Pompidou!


Nós não somos muito fãs de arte moderna, mas resolvemos entrar mesmo assim para conhecer o local e também para ter outra ótima vista de Paris lá do alto das escadarias do Centre Pompidou! A fila estava grande, mas fluiu até que rápido. Apesar de o Paris Museum Pass dar acesso ao Centre Pompidou, não precisamos utilizá-lo, pois, no primeiro domingo de todo mês, a sua entrada é gratuita.

Exposições de arte moderna no Centre Pompidou.

Vista do alto do Centre Pompidou, com a Place Igor Stravinsky e a Igreja Saint-Merri, em primeiro plano.


Depois de passear por uma hora pelo Centre Pompidou e apreciar a vista de Paris lá do alto, deixamos o museu e seguimos pela Rue de Renard até chegar ao Hôtel de Ville, sede da Prefeitura de Paris desde 1357.

Neste mesmo lugar existia um outro edifício, em estilo renascentista, datado do século XVI, mas que foi destruído em 1871. Em seu lugar, foi construído um novo edifício, o Hôtel de Ville, inspirado no antigo e concluído em 1882.

Desde o século XIV, a praça do Hôtel de Ville foi o local onde as execuções costumavam acontecer, fazendo com que uma multidão de expectadores se juntasse para assistir ao que era considerado à época um verdadeiro espetáculo.

Em 1792, uma guilhotina foi instalada na praça e foi bastante usada durante a Revolução Francesa. A última execução aconteceu em 1830.

Atualmente, a praça do Hôtel de Ville tem uma utilização bem mais interessante e saudável! Eventos e outras atividades de entretenimento ao público costumam ser promovidos no local, como a montagem de uma praia artificial no verão, um rinque de patinação no gelo no inverno, telões para exibição de jogos, etc.

Hôtel de Ville, sede da Prefeitura de Paris desde 1357.


Daqui, seguimos pelas margens do Rio Sena e atravessamos a Pont au Change de volta a Île de la Cité. Caminhamos pela Boulevard du Palais, passando em frente da Conciergerie, um edifício datado do final do século XIII. Desde o século XVI foi prisão de estado, e durante a Revolução Francesa muitos cidadãos viveram ali seus últimos momentos de vida antes de serem condenados à guilhotina. Inclusive, foi aqui que Maria Antonieta da Áustria, esposa do Rei Luís XVI da França, ficou presa de 02 de agosto a 16 de outubro de 1793, dia em que foi executada a sua sentença de morte na guilhotina. A cela ocupada por Maria Antonieta foi transformada em capela em 1816 pela única filha sobrevivente de Luís XVI.

O Paris Museum Pass dá direito à entrada na Conciergerie, porém optamos em seguir adiante e fazer a visitação a Sainte-Chapelle.

Caminhando às margens do Rio Sena. À direita, o edifício Conciergerie.


Ainda na Boulevard du Palais, depois de passar pela Conciergerie, chegamos ao Palácio da Justiça (Palais de Justice). Em anexo ao Palácio está a Sainte-Chapelle (em português, Capela Santa), na qual faremos uma visita para conhecer seus famosos vitrais, utilizando o Paris Museum Pass.

Belo portão do Palácio da Justiça.

Em anexo ao Palácio da Justiça está a Sainte-Chapelle, famosa por seus vitrais.


Chegamos à entrada para visitar a Sainte-Chapelle às 15:40 e já havia uma fila enorme para entrar. Ficamos na fila por um certo tempo, quando então descobrimos que aquela era a fila para comprar os ingressos. Havia uma outra fila, bem menor, para quem já possuía ingressos ou passes, como era o nosso caso. Ufa!

A construção da Sainte-Chapelle foi ordenada pelo Rei Luís IX para abrigar a coroa de espinhos usada por Jesus Cristo, entre outras relíquias, que o Rei havia adquirido em Veneza em 1239 (atualmente a coroa está na Catedral Notre-Dame de Paris). A inauguração da capela aconteceu em 1248.

A capela é dividida em dois andares. Na capela superior estão os famosos vitrais, medindo 15 metros de altura. Ao todo são 15 vitrais datados do século XIII ilustrando 1134 cenas bíblicas.

A beleza dos vitrais da Sainte-Chapelle é indescritível. Recomendo muito a visita!

A Sainte-Chapelle é dividida em dois andares. Esta é a capela inferior.

Os vitrais da Sainte-Chapelle possuem 15 metros de altura.

Os vitrais da Sainte-Chapelle são datados do século XIII e ilustram 1134 cenas bíblicas.


Saindo da Sainte-Chapelle, resolvemos cruzar a Pont Saint-Michel para finalizar nosso passeio em um pedacinho da badalada região latina (Quartier Latin) de Saint-Michel, localizada em grande parte no 5° arrondissement de Paris. Pelo caminho, nos deparamos com a Fonte (Fontaine) Saint-Michel, datada de 1860.

Depois entramos na Rue de la Huchette, uma das ruas de maior concentração de restaurantes (predominantemente gregos) do Quartier Latin. Além disso, há lanchonetes, boates, bares, lojas diversas, pousadas e um teatro. É uma rua exclusivamente para pedestres e que costuma fazer sucesso entre os turistas... Então tá né?! Mas não fez sucesso entre a gente! Toda aquela muvuca fez com que desistíssemos de procurar um local ali para jantar. Mas para não dizer que não compramos nada na região, compramos uma garrafa de água por $1,50 euro!

Fontaine Saint-Michel, datada de 1860.

A muvucada e turística Rue de la Huchette, no Quartier Latin de Paris.


Depois de dar uma voltinha pela Rue de la Huchette, o cansaço começou a nos dominar e resolvemos pegar o metrô de volta a Montparnasse, bairro onde estamos hospedados.

Por volta das 16:30, atravessamos a Petit Pont de volta a Île de la Cité e caminhamos até a estação Cité, onde pegamos a linha 4 do metrô, sentido Mairie de Montrouge, rumo à estação Montparnasse - Bienvenüe, totalizando em 6 paradas, aproximadamente 10 minutos de viagem.

Bela perspectiva da Catedral Notre-Dame e o Rio Sena.

Enquanto seguíamos para a estação de metrô Cité, avistamos o Palácio da Justiça.

Entrada para a estação de metrô Cité.


Desembarcamos na estação Montparnasse - Bienvenüe e, por conta da ótima experiência da noite anterior (veja a postagem sobre nossa chegada a Paris), resolvemos jantar de novo na EXKi, uma rede de fast food saudável, com muitas opções "self service", localizada na Boulevard du Montparnasse.

Nossa conta totalizou em $24,00 euros, conforme descrição abaixo:

- Sopa: 2 x 4,20 = 8,40
- Torta de legumes: 5,45
- Bolo de chocolate: 3,95
- Suco: 2 x 3,10 = 6,20
TOTAL: $24,00

Após o jantar, voltamos ao hotel às 18:15. Depois de duas semanas de viagem, está ficando cada vez mais difícil se recuperar do cansaço dos passeios a pé... Então só nos resta voltar cedo ao hotel para descansar e renovar um pouco as baterias para o dia seguinte.

Abaixo, o mapa dos lugares visitados e do trajeto percorrido no nosso primeiro dia em Paris (mais de 5km, que canseira!):




GASTOS DIÁRIOS (em Euros, para o casal):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Alimentação: 100,00 Alimentação: 106,80 -6,80
100,00 106,80 -6,80
Saldo Anterior: 1.081,49 / Saldo Atual: 974,69 / Economia Geral: 159,25

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