01 fevereiro 2017

[Santiago 2016] 6º dia: Quinta Normal e Cerro Santa Lucía (Centro)

Neste sexto dia em Santiago, tivemos que alterar um pouco a programação. Inicialmente, iríamos visitar somente o Parque Quinta Normal e seus arredores, o que incluía vários museus. Contudo, achamos que alguns desses museus não eram tão interessantes para nós. Gostaria de ter visitado o Museu Nacional de História Natural, mas estava fechado por conta da greve dos servidores públicos. Então, nossa visita à região se limitou ao ótimo Museu da Memória e dos Direitos Humanos e uma volta rápida pelo parque.

No almoço, mantendo a programação original, conhecemos o restaurante Ocean Pacific's Buque Madre, um verdadeiro museu marítimo e famoso por sua "centolla"!

Como a tarde ficou livre, resolvemos antecipar nossa visita ao Museu Nacional de Belas Artes, que também estava fechado por causa da greve (#chateada!), e ao Cerro Santa Lucía. Sendo este último uma atração imperdível em Santiago!

A seguir, o relato detalhado deste dia, incluindo muitas fotos e o mapa com os lugares visitados e o trajeto percorrido a pé. Ao final, a estimativa de gastos comparada com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Quinta-Feira – 27/10/2016):

Museu da Memória e dos Direitos Humanos
Almoço: Ocean Pacific's Buque Madre
Parque Quinta Normal
    Museu Nacional de História Natural
    Museu de Arte Contemporânea
    Museu de Ciência e Tecnologia
    Museu Ferroviário

ROTEIRO ADAPTADO:

Museu da Memória e dos Direitos Humanos
Parque Quinta Normal
Almoço: Ocean Pacific's Buque Madre
Cerro Santa Lucía

RELATO DO DIA:

Hoje o dia está reservado para visitar o Parque Quinta Normal e arredores. Antes de sair do quarto, deixamos uma gorjeta de $600 pesos chilenos para a camareira pela limpeza e arrumação.

Pegamos o metrô na estação Los Leones, da linha vermelha, e tivemos que fazer uma baldeação na estação Baquedano para pegar a linha verde rumo à estação Quinta Normal, onde desembarcamos perto das 10:00.

O Parque Quinta Normal possui vários museus em seu interior e arredores, além de outras atrações. Recomendo fortemente a leitura da ótima postagem do blog Nós no Chile, da Rosi Guimarães, que fala sobre o parque e seus museus, listados abaixo:
  • Museu Nacional de História Natural
  • Museu de Arte Contemporânea
  • Museu de Ciência e Tecnologia
  • Museu Ferroviário
  • Museu Artequin
  • Museu da Memória e dos Direitos Humanos

Resolvemos iniciar a visitação pelo Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Museo de la Memoria y los Derechos Humanos), que não fica exatamente dentro do parque e sim próximo à sua entrada pela Rua Matucana com Rua Catedral.

Observação: O Museu da Memória e dos Direitos Humanos funciona de terça-feira a domingo, de 10:00 às 18:00. No verão (janeiro e fevereiro), o horário de funcionamento se estende até às 20:00. A entrada é gratuita. Não é permitido fotografar dentro do museu.

O museu foi inaugurado em janeiro de 2010 com o objetivo de expor as violações dos direitos humanos cometidas pelo Estado do Chile entre 1973 e 1990 (período da ditadura militar), dignificar as vítimas e seus familiares, e estimular a reflexão e o debate sobre a importância do respeito e da tolerância, para que estes tristes acontecimentos nunca mais se repitam.

Entrada do Museu da Memória e dos Direitos Humanos, na região de Quinta Normal.

Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


O museu expõe objetos, documentos e arquivos em diferentes formatos, sendo o mais impactante para mim o formato audiovisual, com exposição de vídeos da época e gravações de relatos e testemunhos sobre a ditadura militar no Chile. Enquanto assistia/ouvia alguns arquivos tive que conter as lágrimas, principalmente sobre as torturas relatadas pelos sobreviventes desta época tão triste.

Definitivamente, o Museu da Memória e dos Direitos Humanos é uma atração que deve ser visitada em Santiago, não só para aprender um pouco sobre a história do país, mas para refletir também sobre nossas próprias atitudes, o quão importante é ser mais tolerante e respeitar as diferenças entre pessoas, culturas e crenças.

Às 11:20 deixamos o museu e resolvemos entrar no Parque Quinta Normal para tentar visitar alguma outra atração antes do almoço.

Prédio histórico denominado Cité Las Palmas, na entrada do Parque Quinta Normal.

Entrada para o Parque Quinta Normal, na Rua Matucana.


Assim que entramos no Parque Quinta Normal, avistamos o Museu Nacional de História Natural (Museo Nacional de Historia Natural), um dos museus que gostaria de visitar no parque. Contudo, por motivo de greve (em espanhol, "paro") dos servidores públicos, o museu estava fechado... #chateada!

Observação: O Museu Nacional de História Natural funciona de terça-feira a sábado, de 10:00 às 17:30, e nos domingos e feriados de 11:00 às 17:30. A entrada é gratuita.

Museu Nacional de História Natural de Santiago, fechado por motivo de greve dos servidores públicos.

Lago perto do Museu Nacional de História Natural, no Parque Quinta Normal.


Enquanto passeávamos pelo parque, acabamos encontrando o Museu de Ciência e Tecnologia (Museo de Ciencia y Tecnologia). Como este museu é pago, não foi influenciado pela greve dos servidores públicos e estava aberto para visitação. Contudo, achei a fachada sem graça e um tanto descuidada, e acabei perdendo o interesse de visitá-lo. Tive dúvidas se valeria à pena, talvez com crianças seria mais interessante.

Fachada do Museu de Ciência e Tecnologia, no Parque Quinta Normal.


Percebi que nossa visita ao Parque Quinta Normal não seria muito produtiva e a visita aos museus abertos não seria tão interessante, a não ser que estivéssemos com crianças, o que não era o caso.

Sendo assim, perto das 12:00, deixamos o parque pelo acesso da Rua Portales, onde nos deparamos ainda com o Museu Ferroviário e o Museu Artequin, um pequeno museu de arte com um conceito mais lúdico.

Fachada do Museu Artequin, perto do Parque Quinta Normal.


Daqui seguimos para o restaurante Ocean Pacific's, unidade Buque Madre da Avenida Ricardo Cumming. Como o restaurante estava a apenas 1,5km do parque, tomei a decisão de irmos caminhando. Péssima ideia! Achei a vizinhança muito erma e aparentemente mais humilde. Não me senti confortável e segura, ainda mais porque éramos apenas eu e minha mãe. A melhor opção teria sido pegar o metrô na estação Quinta Normal e descer na estação Cumming, a mais próxima do restaurante.

A decisão de almoçar no restaurante Ocean Pacific's veio da indicação de um amigo, e também porque tem uma boa avaliação no TripAdvisor.

Chegamos ao restaurante às 12:30 e ainda estava vazio. Contudo, como é um restaurante bastante procurado, é interessante reservar uma mesa com antecedência para os dias e horários mais agitados. É possível efetuar a reserva no próprio site oficial do restaurante.

O Ocean Pacific's Buque Madre parece um museu no fundo do mar! A temática é bem interessante e o ambiente é bastante agradável.

Ambiente interno do restaurante Ocean Pacific's Buque Madre, em Santiago.


O prato mais famoso daqui é a "centolla", um caranguejo gigante bem típico no Chile, e caro também! Porém, como já experimentei a centolla no restaurante Mestizo (veja a postagem sobre o nosso segundo dia em Santiago), desta vez fui de peixe mesmo!

De entrada, são servidos pães e molhos. Não satisfeita, resolvi pedir ainda uma porção de camarões empanados, que estavam deliciosos! Pena que esqueci de tirar foto... De prato principal, pedi um congrio grelhado e mami pediu um filé mignon. Os acompanhamentos são escolhidos e cobrados à parte. Pedimos arroz e batatas ao creme. Acabou sendo um exagero!

Nosso almoço no restaurante Ocean Pacific's Buque Madre.


A comida estava saborosa, mas não achei nada sensacional. Valeu a experiência mais pelo ambiente. Abaixo, a descrição detalhada da nossa conta:

- Sucos: 2 x 3.450 = 6.900
- Camarões empanados: 7.450
- Filé mignon grelhado: 9.800
- Arroz: 1.950
- Congrio grelhado: 8.200
- Batatas ao creme: 3.450
SUBTOTAL: 37.750
- Gorjeta (10%): 3.780
TOTAL: 41.530 (aproximadamente R$213,00)

Antes de sair do restaurante, visitamos alguns de seus ambientes, onde vários itens marítimos são expostos, tal como um museu.

Alguns itens expostos pelo restaurante Ocean Pacific's Buque Madre.


Como desistimos de visitar os museus abertos do Parque Quinta Normal, acabou que a nossa tarde ficou livre de programação. Resolvi, então, antecipar a visita ao Museu Nacional de Belas Artes e ao Cerro Santa Lucía, ainda no centro de Santiago.

Sendo assim, pegamos o metrô na estação Cumming, a mais próxima do restaurante Ocean Pacific's Buque Madre, e descemos na estação Bellas Artes.

Caminhamos até o Museu Nacional de Belas Artes (Museo Nacional de Bellas Artes), chegando lá às 14:30, para nos deparar com mais um museu fechado por conta da greve dos servidores públicos... Assim fica difícil!

Museu Nacional de Belas Artes. Mais um que não conseguimos visitar por conta da greve dos servidores públicos.


Aproveitamos para fazer um rápido passeio pelo Parque Florestal que fica em frente ao Museu Nacional de Belas Artes, e compramos uma garrafa de água por $600 pesos chilenos.

Em seguida, caminhamos pela Rua José Miguel de la Barra até a entrada do Cerro Santa Lucía (cerro significa morro/monte/colina, em português). Foi justamente aqui o local onde Pedro de Valdivia fundou Santiago em 1541, sendo o ponto mais alto da cidade à época, com uma altura de 69 metros, servindo de ponto de reconhecimento e mirante.

Às 15:15, entramos na base do Cerro Santa Lucía e demos início à uma lenta e prazerosa caminhada rumo ao seu topo. Passamos pelo Jardín Circular e Castillo Hidalgo até a Plaza Pedro de Valdivia, onde está o acesso para a Torre Mirador, ponto mais alto do Cerro Santa Lucía e que proporciona uma bela visão de Santiago.

Caminhando até a entrada do Cerro Santa Lucía.

Subindo pelo Cerro Santa Lucía, rumo ao Castillo Hidalgo.

Jardín Circular, primeiro jardim plantado no Cerro Santa Lucía. Suas árvores são as mais antigas do local.

Castillo Hidalgo, forte militar construído entre 1814 e 1817. Seu nome é homenagem ao Capitão Manuel Hidalgo.

Vista a partir do Cerro Santa Lucía. À esquerda, o Cerro San Cristóbal. Ao fundo, a Gran Torre Santiago.

Chegando a Plaza Pedro de Valdivia.


Chegando a Plaza Pedro de Valdivia paramos para descansar um pouco e mami aproveitou para comprar um picolé a $300 pesos chilenos.

É nesta praça que está a Torre Mirador, ponto mais alto do Cerro Santa Lucía. As escadarias que levam ao topo são feitas em pedra e são bem estreitas, podendo ficar escorregadias. Há um corrimão que ajuda na subida. Então é bom subir com bastante cautela.

Lá no alto está a Torre Mirador, ponto mais alto do Cerro Santa Lucía.

E lá vai mami subindo as escadarias para a Torre Mirador. Muito cuidado nessa hora!

Vista a partir da Torre Mirador, ponto mais alto do Cerro Santa Lucía.

Cordilheira dos Andes ao fundo, ainda com um pouco de neve em seu topo.

Escadaria de acesso à Torre Mirador. Vale muito à pena a subida!

Cansadas depois dessa subida na Torre Mirador. Mas a vista compensa!


Quando subimos na Torre Mirador, havia um homem tocando muito bem um saxofone, fazendo com que a experiência ficasse ainda mais agradável. Por conta disso, não resistimos em dar uma gorjeta simbólica de $200 pesos chilenos.

Depois de algum tempo apreciando a bela visão 360º de Santiago, resolvemos descer da torre, até porque é um local bem pequeno e havia muitas pessoas querendo aproveitar a vista também.

Seguimos até a Terraza Caupolican, um espaço bastante agradável com vários bancos para descansar e apreciar a vista em direção à Avenida Libertador Bernardo O'Higgins.

Terraza Caupolican, um espaço agradável com bancos, estátuas e uma bela vista para Santiago.

Apreciando a Terraza Caupolican, no Cerro Santa Lucía. Cordilheira dos Andes ao fundo.

Vista a partir da Terraza Caupolican. Abaixo, a parte traseira da Fuente Neptuno.


Depois de descansar um pouco na Terraza Caupolican, continuamos nosso processo de descida do Cerro Santa Lucía em direção à Avenida Libertador Bernardo O'Higgins. Depois de muito caminhar, finalmente chegamos à bela Fuente Neptuno, um dos símbolos do Cerro Santa Lucía.

A fonte foi construída entre 1897 e 1903, sendo uma das obras de embelezamento da cidade de Santiago durante o primeiro século de independência do Chile.

Fuente Neptuno, monumento localizado na principal entrada do Cerro Santa Lucía.


Saímos do Cerro Santa Lucía por volta das 17:00, totalizando em quase 2 horas de visita. Mas com tantos cantinhos a serem explorados pelo Cerro, seria possível passar mais tempo por lá. Mesmo com essa visita relativamente rápida, ficamos encantadas com o local. Definitivamente, o Cerro Santa Lucía é uma atração imperdível em Santiago!

Pegamos o metrô na estação Santa Lucía e descemos na estação Los Leones, a mais próxima do nosso hotel em Providencia.

Paramos na Starbucks da Rua Ricardo Lyon (rua do hotel) para fazer um lanche totalizando em $7.380 pesos chilenos (1 scone de queijo a $1.650 + 1 frapuccino de caramelo a $3.250 + 1 pão de queijo a $1.090 + bolo de limão a $1.390).

Voltamos ao hotel de onde não saímos mais devido ao cansaço. Como estava virando costume, nosso lanche noturno foram as frutas que sempre costumamos pegar do café da manhã!

Abaixo, o mapa com o trajeto percorrido a pé e os lugares visitados neste 6º dia em Santiago (cerca de 5,5km):




GASTOS DIÁRIOS (em pesos chilenos, para duas pessoas):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Museu Ferroviário: 2x1.000=2.000 Museu Ferroviário: 0 2.000
Museu de Ciência e Tecnologia: 2x1.000=2.000 Museu de Ciência e Tecnologia: 0 2.000
Almoço (Ocean Pacific's): 40.000 Almoço (Ocean Pacific's): 41.530 -1.530
Jantar e Lanches: 20.000 Jantar e Lanches: 8.280 11.720
Gorjetas: 800 -800
64.000 50.610 13.390
Saldo Anterior: 529.384 / Saldo Atual: 478.774 / Economia Geral: 26.774

2 comentários:

  1. Genezio Barroncas07 fevereiro, 2017 09:48

    Além de escritora, também fotografa muito bem. Alô revistas de turismo!!!!!

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    Respostas
    1. Obrigada GB!

      Quero muito fazer aquele curso de fotografia que vc fez para melhorar cada vez mais as minhas fotos!

      Abração!

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