17 fevereiro 2017

[Santiago 2016] 7º dia: Bellavista e Cerro San Cristóbal (Providencia)

Neste sétimo dia em Santiago, aproveitamos para conhecer mais um pouco da região (comuna) de Providencia, desta vez o bairro boêmio de Bellavista.

Almoçamos no ótimo restaurante Como Agua para Chocolate, onde experimentei um congrio (peixe) gratinado com amêndoas e creme de espinafre simplesmente divino! Foi aqui também que experimentei a típica e famosa Torta de Tres Leches, um pouco doce demais para o meu paladar. Recomendo demais este restaurante!

Ainda na região, visitamos a Casa Museo La Chascona, uma das residências do poeta chileno Pablo Neruda e que foi transformada em museu. Em seguida, pegamos o funicular na entrada do Parque Metropolitano para conhecer o Santuário da Imaculada Conceição, onde há uma bela estátua da Virgem Maria, no topo do Cerro San Cristóbal.

E, como não poderia ficar de fora deste passeio, conhecemos também o Patio Bellavista, um centro comercial bem bacana com vários restaurantes, bares, lanchonetes e lojinhas. Aqui jantamos e pudemos aproveitar um pouco o último dia do 7º Festival de Jazz Chileuropa 2016.

A seguir, o relato detalhado deste dia, com fotos e dicas, incluindo o mapa com os lugares visitados e o trajeto percorrido a pé. Ao final, a estimativa de gastos comparada com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Sexta-Feira – 28/10/2016):

Bellavista
    Almoço: Como Agua para Chocolate (reservado às 12:30)
    Casa Museo La Chascona
Cerro San Cristobal (Parque Metropolitano)
Jantar: Patio Bellavista

RELATO DO DIA:

Antes de começar a programação do dia, tivemos que passar na loja Cambios Santiago, que fica perto do nosso hotel em Providencia, para trocar mais moeda. A cotação do real estava 197 pesos chilenos. Aproveitamos também para trocar alguns dólares na cotação de 655 pesos chilenos.

Hoje o dia está reservado para visitar Bellavista, bairro antigo e boêmio de Santiago, onde estão vários bares e restaurantes, para todos os estilos e bolsos. O bairro de Bellavista se divide entre duas comunas de Santiago: Recoleta e Providencia. As atrações que iremos visitar hoje estão concentradas na comuna de Providencia.

Curiosidade: Santiago, ou mais exatamente Região Metropolitana de Santiago, é dividida por "comunas", ou seja, divisões administrativas como se fossem os nossos chamados municípios. Por conta disso, cada comuna (ou grupo de comunas) possui sua própria administração (governo) chamado de "municipalidad". Algumas comunas da Grande Santiago são: Vitacura, Las Condes, Recoleta, Providencia e Santiago (centro).

Às 11:00, pegamos o metrô na estação Los Leones e descemos na estação Baquedano. Enquanto caminhávamos pela Rua Pío Nono, rumo ao shopping Patio Bellavista, encontramos uma lojinha "Centro Bip!", onde fizemos uma recarga nas nossas "Tarjetas Bip!", um cartão pré-pago para utilização do metrô. Fiz uma recarga de $300 pesos chilenos em cada cartão, apenas para complementar o saldo existente e assim conseguirmos voltar ao hotel no fim do dia. Teoricamente, não precisaremos mais do metrô pelo resto da viagem.

Observação: As tarifas do metrô de Santiago variam entre $610 e $740 pesos chilenos, por pessoa, a depender do horário e dia da semana (outubro/2016).

Peguei boas dicas sobre a Tarjeta Bip no blog Viajante Solo.

Enfim chegamos ao shopping Patio Bellavista, um local bem bacana com vários restaurantes, bares e lanchonetes. Existem também algumas lojas vendendo artigos típicos do Chile. Um centro comercial bem voltado aos turistas. À noite isso aqui deve bombar!

Conhecendo o shopping Patio Bellavista, localizado no bairro boêmio de Santiago.

O Patio Bellavista é bem voltado para turistas.

Muitos restaurantes, bares e lanchonetes no Patio Bellavista.

Existem também algumas lojas vendendo artigos típicos do Chile.


Enquanto passeávamos pelo Patio Bellavista, descobrimos que hoje é o último dia do 7º Festival de Jazz Chileuropa 2016, evento gratuito com início da programação às 19:00. Mais um motivo para terminar o dia por aqui!

Aproveitamos, ainda, para comprar uma garrafa de água a $1.000 pesos chilenos... valor bem inflacionado!

Último dia do 7º Festival de Jazz Chileuropa 2016, no Patio Bellavista.


Depois de enrolar bastante pelo Patio Bellavista, enfim seguimos para o restaurante Como Agua para Chocolate, onde temos reserva para o almoço às 12:30.

O restaurante fica praticamente ao lado do shopping, na Rua Constitución. Nesta mesma rua, encontramos outro famoso restaurante, o Galindo. São tantos os restaurantes recomendados em Santiago que em apenas 10 dias de viagem fica impossível experimentar todos! Por conta das ótimas avaliações de blogueiros e do TripAdvisor, escolhi conhecer o Como Agua para Chocolate ao invés do Galindo.

Devido à popularidade entre os turistas, resolvi efetuar a reserva de mesa para o almoço às 12:30, diretamente no site do restaurante. Fica a dica!

Saindo do shopping Patio Bellavista pela Rua Constitución.

Galindo, tradicional restaurante de Santiago, no bairro Bellavista.

Fachada do restaurante Como Agua para Chocolate, no bairro Bellavista.

Menu disponibilizado na entrada do restaurante Como Agua para Chocolate (outubro/2016).


O restaurante tem uma bela decoração, tornando o ambiente bastante agradável. Como era de se esperar, muitos turistas, sendo a maioria brasileiros.

De cortesia, são servidos pãezinhos com um molho pesto muito saboroso. De prato principal, escolhi o "Congrio Almendrado", peixe congrio gratinado com amêndoas e creme de espinafre. Essa dica peguei do ótimo blog Viajar pelo Mundo!, da Claudia Liechavicius. Minha mãe pediu o "Pollo Sabroso del Himalaya", filés de peito de frango com molho curry acompanhado de arroz.

A comida estava sensacional! Só posso dizer que foi o melhor congrio que comi nesta viagem! Só de lembrar deste prato enquanto escrevo já começo a salivar! O creme de espinafre harmonizou perfeitamente com o peixe gratinado com amêndoas. Mais uma dica especial!

Para finalizar a nossa experiência gastronômica, resolvi pedir a famosa sobremesa chilena denominada Torta de Tres Leches. A porção é bem generosa, podendo servir até 3 pessoas, contudo, achei extremamente doce e não agradou meu paladar.

Interior do restaurante Como Agua para Chocolate, no bairro Bellavista.

Nosso maravilhoso almoço no restaurante Como Agua para Chocolate.


Abaixo, a descrição detalhada da nossa conta:

- Sucos: 2 x 2.800 = 5.600
- Congrio Almendrado: 12.900
- Pollo sabroso del Himalaya: 11.900
- Torta de Tres Leches: 8.900
SUBTOTAL: 39.300
- Gorjeta (10%): 4.000
TOTAL: 43.300 (aproximadamente R$220,00)


Saímos do restaurante por volta das 14:00 e daqui seguimos a pé até a Casa Museo La Chascona, a antiga casa onde o famoso poeta chileno Pablo Neruda morava em Santiago, que foi transformada em museu.

Pablo Neruda possuía três casas no Chile, sendo que cada uma recebeu do escritor um nome: La Chascona (em Santiago), La Sebastiana (em Valparaíso) e Isla Negra (em El Quisco). O site Viaje na Viagem tem uma ótima postagem sobre as três casas. Recomendo a leitura!

Rua Fernando Márquez de La Plata, onde fica a Casa Museo La Chascona.

La Chascona, uma das antigas casas do famoso poeta chileno Pablo Neruda, que foi transformada em museu.


Chegando na recepção do museu, compramos nossos ingressos a $6.000 pesos chilenos cada. O ingresso inclui um aparelho de áudio (disponível em português) que nos guia por cada ambiente da casa, contando várias histórias sobre a vida de Pablo Neruda.

Infelizmente, não é permitido fotografar nos ambientes internos da casa.

Um pouco de história...

Pablo Neruda começou a construir esta casa em 1953 para Matilde Urrutia, seu amor secreto à época. Em sua homenagem, denominou a casa "La Chascona" (proveniente da palavra chascón, que significa desgrenhado, ou seja, "A desgrenhada"), apelido que Neruda deu a Matilde por conta de seus cabelos ruivos abundantes e desgrenhados!

A construção foi encomendada ao arquiteto Germán Rodriguez Arias, que originalmente projetou a casa para estar virada para a cidade. Contudo, Neruda queria a vista para as cordilheiras. Além desta, o poeta fez várias outras intervenções no projeto inicial do arquiteto, fazendo com que a casa acabasse sendo uma criação mais de Neruda do que de Germán.

Matilde vivia sozinha na casa, até que, em 1955, Neruda se separa de sua esposa e passa a viver na casa com Matilde, resultando na ampliação da casa original, com a construção de outros ambientes.

Em 1973, depois do golpe militar no Chile, Neruda morreu em Santiago e La Chascona acabou sendo alvo de atos de vandalismo. Posteriormente, Matilde iniciou trabalhos de reparação da casa e ali seguiu vivendo até sua morte em 1985.

A casa então foi transformada em museu, onde ainda são mantidos vários objetos de arte e decoração, assim como mobílias e utensílios domésticos. Aqui funciona também a Fundação Pablo Neruda, responsável por manter o local. Em 1990, La Chascona foi declarada Monumento Nacional.

Dando início à visita pela Casa Museo La Chascona.

A casa La Chascona é cheia de pátios e jardins.

Passeando por La Chascona, a casa onde Pablo Neruda morava em Santiago.


Seguindo o roteiro recomendado, com ajuda do aparelho de áudio, a visita pelo museu dura em torno de 30 a 40 minutos. Gostei bastante do passeio, mesmo sem conhecer as obras de Pablo Neruda. Sua história de vida e a casa em si, incluindo sua inusitada arquitetura, são muito interessantes para se conhecer. Recomendo!

Parte de La Chascona vista do lado de fora, na Rua Fernando Márquez de La Plata.


Saímos de La Chascona por volta das 15:00 e seguimos a pé até a entrada do Parque Metropolitano de Santiago (Rua Constitución com Pío Nono), onde fica o funicular que leva até o Cerro San Cristóbal.

O Cerro San Cristóbal (cerro significa morro/monte/colina, em português), com aproximadamente 880 metros de altura, faz parte do complexo do Parque Metropolitano de Santiago, sendo este o maior parque urbano do Chile, incluindo outras atrações como zoológico, jardim botânico, ciclovias, piscinas, restaurantes, e muito mais.

Contudo, chegando lá encontramos o parque fechado por conta da greve dos servidores públicos. Esta mesma greve já nos impediu de conhecer vários museus de Santiago nos dias anteriores... Mas havia esperança! Um aviso dizia que o parque reabriria neste mesmo dia às 16:30.

O jeito foi voltar ao Patio Bellavista para fazer hora até a reabertura do parque. Às 16:30 voltamos e uma fila para pegar o funicular já estava sendo formada. Ficamos meia hora na fila até conseguirmos comprar os ingressos, custando $2.000 pesos chilenos cada, incluindo subida e descida.

Entrada fechada para o Parque Metropolitano por motivo de greve dos servidores públicos.


O funicular, que dá acesso ao topo do Cerro San Cristóbal, foi inaugurado em 1925. Sua estação, na base do parque, foi construída em pedra na forma de uma torre medieval. Em 2000, o funicular foi declarado Monumento Histórico Nacional por conta do seu complexo sistema de transporte por cabos. No meio do caminho, existe uma parada disponível aos visitantes que dá acesso ao zoológico, que é pago.

Estação de acesso ao funicular até o Cerro San Cristóbal.

Aguardando para embarcar no funicular.

Enquanto um sobe, o outro desce!

Vista de Santiago enquanto subimos de funicular pelo Cerro San Cristóbal.


Apesar da imensidão do Parque Metropolitano de Santiago, incluindo diversas atrações, nos limitamos a visitar o Santuário da Imaculada Conceição (Santuario de la Inmaculada Concepción), que fica no topo do Cerro San Cristóbal, acessado pelo funicular.

Na parte mais alta está a bela estátua da Virgem Maria, inaugurada em 1908, a qual pode ser vista desde vários pontos de Santiago, sendo considerada um símbolo da cidade.

Santuário da Imaculada Conceição, no topo do Cerro San Cristóbal.

Subindo as escadarias que levam à estátua da Virgem Maria, no topo do Cerro San Cristóbal.

Estátua da Virgem Maria, no topo do Cerro San Cristóbal, um dos símbolos de Santiago.

Santuário da Imaculada Conceição com sua vista para Santiago, que estava com uma forte nuvem de fumaça.

Belo Santuário da Imaculada Conceição, com a estátua da Virgem Maria.


Infelizmente, hoje Santiago estava com uma densa nuvem de fumaça, o que prejudicava bastante a visibilidade do alto do Cerro San Cristóbal. Em dias limpos, a visão deve ser incrível, tal qual a que tivemos durante nossa visita ao mirante Sky Costanera, da Gran Torre Santiago (veja a postagem do nosso 4° dia em Santiago).

Por conta disso, acabamos ficando menos de uma hora no local e às 17:45 pegamos o funicular para descer do Cerro.

Lá vem o funicular!

Descendo de funicular até a base do Cerro San Cristóbal.


Daqui voltamos a pé para o shopping Patio Bellavista, onde fizemos um lanche no Mr Jack Burger Bar. Escolhemos apenas um hambúrguer para dividir, o denominado Mr. Capresse (a $7.200 pesos chilenos), e dois sucos (a $2.500 pesos chilenos cada), totalizando em $13.450 pesos chilenos, incluindo os 10% de gorjeta.

O hambúrguer estava bem gostoso, o ambiente é agradável, tocando umas músicas bem bacanas, porém, o atendimento estava muito lento, e olha que a lanchonete estava praticamente vazia.

Nosso lanche no Mr Jack do Patio Bellavista.


Interessante notar que o Patio Bellavista possui banheiro público, com uma cobrança simbólica de $300 pesos chilenos por pessoa para usar o banheiro.

Depois do nosso lanche, resolvemos apreciar um pouco o último dia do 7º Festival de Jazz Chileuropa 2016. O primeiro show foi de uma banda portuguesa chamada Quatro por Quatro, com um repertório que para mim parecia ópera... e não curto muito! Ficamos apenas meia hora e, em seguida, pegamos o nosso rumo à estação de metrô Baquedano.

Último dia do 7º Festival de Jazz Chileuropa 2016. Evento gratuito no Patio Bellavista.


Por volta das 20:00, pegamos o metrô na estação Baquedano e descemos na estação Los Leones, em Providencia.

Antes de voltar ao hotel, passamos no mercado Santa Isabel para comprar mais duas garrafas de água mineral (de 2 litros) e uma pasta de dente ($629 x 2 + 1.190 = $2.448).

Abaixo, o mapa com o trajeto percorrido a pé e os lugares visitados neste 7º dia em Santiago (quase 5km):




GASTOS DIÁRIOS (em pesos chilenos, para duas pessoas):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Almoço (Como Agua para Chocolate): 50.000 Almoço (Como Agua para Chocolate): 43.300 6.700
Casa Museo La Chascona: 2x6.000=12.000 Casa Museo La Chascona: 12.000 0
Funicular Cerro San Cristóbal: 2x2.000=4.000 Funicular Cerro San Cristóbal: 4.000 0
Jantar e Lanches: 20.000 Jantar e Lanches: 16.898 3.102
Recarga Tarjeta Bip: 2x300=600 -600
Banheiro Patio Bellavista: 2x300=600 -600
86.000 77.398 8.602
Saldo Anterior: 478.774 / Saldo Atual: 401.376 / Economia Geral: 35.376

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