30 julho 2017

[Peru 2017] 5º dia: Cusco / Vale Sagrado / Ollantaytambo

Neste quinto dia de viagem, deixaremos Cusco e seguiremos para Ollantaytambo. Para aproveitar bem o trajeto, contratei um passeio pelo Vale Sagrado com a empresa Taxi Datum, incluindo a visita das seguintes atrações: Chinchero, Salineras de Maras e Moray. Só posso dizer que foi muito especial! O Vale Sagrado dos Incas é lindo!

Em Ollantaytambo, ficaremos hospedadas pelas próximas duas noites no hotel El Albergue, muito bem avaliado e que fica dentro da estação de trem da cidade. Muito cômodo e útil, levando em consideração que sairemos daqui até Aguas Calientes (povoado de Machu Picchu) de trem.

O hotel El Albergue possui um ótimo restaurante, onde almoçamos e jantamos. Comida deliciosa!

A seguir, o relato detalhado deste dia, incluindo muitas fotos, informações e uma comparação entre os gastos estimados com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Quinta-Feira 01/06/2017):

Check-out no hotel Ramada Costa del Sol Cusco
Passeio Vale Sagrado (reservado às 9:00 com a Taxi Datum)
    Chinchero (ingresso incluído no boleto turístico)
    Salineras de Maras (ingresso não incluído no boleto turístico)
    Moray (ingresso incluído no boleto turístico)
Check-in no hotel El Albergue Ollantaytambo
Jantar: El Albergue

RELATO DO DIA:

Hoje deixaremos Cusco e seguiremos para Ollantaytambo, onde ficaremos hospedadas por duas noites.

Conforme falei na postagem de Planejamento do Roteiro, agendei o traslado com a empresa Taxi Datum, incluindo um passeio por alguns pontos do Vale Sagrado que ficam pelo caminho: Chinchero, Maras e Moray. Esta empresa oferece traslados e passeios privativos, contudo os motoristas não atuam como guias. Tomei conhecimento da Taxi Datum em uma postagem sobre Cusco e Vale Sagrado do blog Viaje na Viagem e, durante minhas pesquisas, encontrei ótimas recomendações. Por isso, todos os traslados privativos que precisei durante a viagem, agendei previamente no próprio site da empresa Taxi Datum. Para efetuar a reserva não há exigência de pagamento antecipado. O pagamento é feito diretamente ao motorista.

Fizemos o check-out do hotel Ramada Costa del Sol Cusco e ficamos esperando na recepção pelo motorista, que pontualmente nos buscou às 09:00, horário que havia agendado a saída para o passeio. O nome do nosso motorista era Hermenegildo, ou apenas Herme, para ficar mais fácil!

Pegamos a estrada rumo ao distrito de Chinchero, nossa primeira parada a 30km de Cusco. O trânsito na saída de Cusco é bem desordenado e os motoristas buzinam o tempo todo. Chega a ser bem irritante! Depois de uns 10km, passamos por Poroy, onde fica a estação de trem mais próxima de Cusco.

Chegamos a Chinchero, que fica a 3.760 metros de altitude, às 09:45, mas não fomos direto para o seu sítio arqueológico. Herme nos levou ao Mercado Balcón del Inca para que pudéssemos conhecer todo o processo de produção têxtil típico local, desde a lavagem das lãs (provenientes de alpacas, vicuñas e ovelhas), coloração, transformação em fios, até a tecelagem para a produção de diferentes peças, tudo feito pelas mãos de mulheres vestidas em trajes típicos.

Achei a apresentação sensacional, uma verdadeira imersão na cultura inca! Logo no início, nos ofereceram chá de muña, que dizem ser melhor que o chá de coca para amenizar os efeitos do soroche.

É claro que, depois da apresentação, somos convidadas a conhecer o mercado para gastar um pouco! As peças feitas de alpaca são belíssimas e de muita qualidade. Por conta disso, o preço acaba sendo um pouco alto. Mas para não sair de mãos abanando e também para valorizar o artesanato local compramos um gorro de alpaca.

Da área externa do mercado podemos ter uma ampla visão do Sítio Arqueológico de Chinchero, o qual preferimos não visitar.

Sítio Arqueológico de Chinchero visto do Mercado Balcón del Inca.

Conhecendo o processo de produção têxtil típico local. Muito interessante!

Visitando o Mercado Balcón del Inca. Sítio Arqueológico de Chinchero ao fundo.

Porquinhos da Índia, chamados de cuy, constituem o prato típico no Peru. Confesso que não quis experimentar!


Às 10:30 deixamos o mercado e seguimos caminho rumo à próxima parada, as Salineras de Maras, que fica a cerca de 25km de Chinchero, em uma altitude aproximada de 3.000 metros. Herme nos disse que daqui por diante a altitude só iria abaixar, o que nos deixou bem felizes!

A paisagem que vemos durante o trajeto é muito bonita, com muitas montanhas, algumas com neve em seu topo. Impossível não dar uma paradinha para apreciar a vista e registrar o momento com muitas fotos! Nosso motorista Herme sempre muito simpático e solícito!

Paisagem linda que encontramos ao percorrer o Vale Sagrado.

Mais uma parada para apreciar o Lago Huaypo.


Às 11:15 chegamos às Salineras de Maras, cujo o ingresso não faz parte do Boleto Turístico de Cusco, e estava custando $10,00 soles por pessoa.

Para se chegar à entrada do local, percorremos de carro umas vias de terra batida bem estreitas e sinuosas beirando despenhadeiros sinistros! E são vias de mão dupla! Em vários trechos, não há como passar dois carros. Os motoristas têm que ser bem experientes e cuidadosos para dirigir por aqui, o que era o caso de Herme!

Nosso motorista nos deixou na entrada e nos deu 45 minutos para visitar o local. O dia estava lindo e quente! Bem diferente do clima que vínhamos enfrentando até agora nesta viagem.

As salinas (salineras, em espanhol) constituem uma área de produção de sal marinho pela evaporação da água do mar ou de lagos de água salgada. Com a evaporação da água, uma rocha sedimentar química é formada, sendo posteriormente transformada em sal para comercialização. Deveria ter comprado um saquinho de sal de Maras em um dos vários quiosques existentes no local... #chateada!

No caso das Salineras de Maras, existe uma nascente de água salgada na região. A água que correria até o Rio Urubamba é armazenada em espécies de tanques (ou piscinas), e com a evaporação da água vai restando apenas o sal para ser extraído, tratado (com iodo) para ser consumido e comercializado.

A visão das salinas é simplesmente incrível! Mas o calor estava tão forte, com aquele sol na moleira, que não aguentamos muito tempo percorrendo as salinas e fomos logo nos abrigar no mercado coberto da atração. Aproveitamos para comprar um picolé ($2,00 soles) e assim nos refrescar um pouco!

Chegando às Salineras de Maras. É sal que não acaba mais!

Visão espetacular das Salineras de Maras.

Espécies de tanques onde o sal vai se formando pela evaporação da água salgada.


Às 12:00 voltamos para o carro e deixamos as Salineras de Maras rumo à próxima parada no Sítio Arqueológico de Moray. No caminho, passamos pelo povoado de Maras, onde fizemos uma rápida parada para fotos em sua pequena Plaza de Armas.

No centro da praça, há um monumento representando em seu topo um casal de camponeses e um burrinho, e na sua base as quatro principais atrações da região: Salineras de Maras, Ruínas de Moray, Templo de Tiobamba e Cheqoc (estes dois últimos não conheço).

O povoado de Maras parece que parou no tempo, com seus moradores de vida simples, totalmente desprovido de modernidade, o que torna o local mais interessante, pelo menos para nós visitantes.

Além do mais, as casas mais antigas do povoado possuem belos portais esculpidos em pedra datados de mais de 400 anos, da época da sua colonização, quando os nobres cusquenhos foram expulsos de seus palácios em Cusco e tiveram que se estabelecer em outros pequenos povoados na região. Muitas dessas casas parecem estar abandonadas. Pelo que nosso motorista Herme disse, não é comum turistas passarem pelo povoado para conhecê-lo.

Praça central do pequeno povoado de Maras.

Na base do monumento, a representação das quatro principais atrações da região.

As antigas casas de Maras possuem belos portais esculpidos em pedra datados de mais de 400 anos.


Às 12:30 deixamos o pequeno povoado de Maras e continuamos nosso passeio rumo a Moray, a apenas 8km de Maras. Como sempre, a paisagem que vemos pelo percurso é realmente linda!

O ingresso do Sítio Arqueológico de Moray está incluído no Boleto Turístico. Assim que avistamos o local do alto, a sua arquitetura passa a impressão de ser um anfiteatro, porém, os círculos concêntricos formando imensas escadarias na verdade faziam parte de um centro de experimentação agrícola, datado da época pré-Inca e Inca. Cada nível destes gigantescos terraços agrícolas proporcionava diferentes situações climáticas para o cultivo de diferentes espécies de alimentos. Encontramos terraços agrícolas também no Sítio Arqueológico de Pisac, que visitamos no dia anterior (veja a postagem do nosso 4º dia em Cusco).

Visitando o Sítio Arqueológico de Moray, com seus imensos terraços agrícolas.

A doida se achando cheia de fôlego para ficar pulando a 3.000 metros de altitude!

Contemplativa depois que o fôlego acabou!

Passeando pelo Sítio Arqueológico de Moray.


Às 13:15 finalizamos nosso passeio por Moray e seguimos para Ollantaytambo, que fica a 2.750 metros de altitude. Tenho me sentido cada vez melhor em relação aos efeitos do soroche. Ufa!

Durante o trajeto, feito por uma rua que vai ziguezagueando a montanha, fizemos uma rápida parada para apreciar a bela vista para o Vale Sagrado, com o Rio Urubamba passando por toda a região. Lindo demais!

Bela visão para o Vale Sagrado e o Rio Urubamba que passa por toda a região.

Descendo a montanha por esta via em zigue-zague.

Cruzando o Rio Urubamba.


Um pouco antes de chegar a Ollantaytambo, nosso motorista Herme fez uma parada na estrada (Avenida Ferrocarril) para nos mostrar três inusitadas cápsulas cravadas na montanha a 400 metros de altura. Na verdade, são cápsulas de hospedagem, totalmente transparentes, do Skylodge Adventure Suites. Essa hospedagem é para corajosos e que não tem medo de altura! Definitivamente, não é o meu caso!

Cápsulas de hospedagem do Skylodge Adventure Suites, no Vale Sagrado, perto de Ollantaytambo.


Por volta das 14:00, Herme nos deixou perto da entrada da estação de trem de Ollantaytambo, pois o hotel onde ficaremos hospedadas fica dentro da estação e não é permitido entrar veículos.

Neste momento, pagamos o valor do passeio, que custou $200,00 soles. E como Herme foi muito mais que um motorista, sempre dando várias explicações e informações sobre os lugares visitados, fazendo paradas não previstas no roteiro e sempre muito solícito na hora das fotos, não exitei em deixar-lhe uma boa gorjeta de $40,00 soles.

Nos despedimos e seguimos a pé com nossas malas até o hotel. Ficaremos hospedadas pelas próximas duas noites no El Albergue, considerado o hotel número 1 do ranking do TripAdvisor em Ollantaytambo, com café da manhã incluído na diária. Fiz a reserva pelo Hoteis.com, sendo a única hospedagem durante esta viagem a ser paga diretamente ao hotel.

Como o restaurante do hotel El Albergue é bem conceituado, aproveitei para fazer a reserva do jantar durante o nosso procedimento de check-in.

Ficamos no quarto 3 e uma funcionária nos ajudou a subir com as malas. O quarto é bem simples e rústico, assim como todo o hotel, e há uma pequena varanda voltada para a estação, mais especificamente, para a plataforma onde passam os trens e acontecem os embarques e desembarques. Será que teremos problemas para dormir por conta dos constantes barulhos dos trens chegando e partindo?

No quarto havia de cortesia uma garrafa de água e três maçãs. Não há condicionador de ar no quarto. Para aquecer do frio que começava a fazer, há um aquecedor portátil.

Nosso quarto, de número 3, no rústico hotel El Albergue, dentro da estação de trem de Ollantaytambo.

Vista para a plataforma da estação a partir da varanda do nosso quarto em Ollantaytambo.


Deixamos nossas malas no quarto e descemos para almoçar no restaurante do hotel, afinal não fazíamos uma refeição decente desde o café da manhã em Cusco.

O restaurante estava prestes a fechar mas fomos muito bem atendidas. De entrada, pedimos "Quinua Tabule", que estava simplesmente divino e refrescante!

De prato principal, minha mãe pediu um "Pollo al Zucchini", que são pedaços de filé de frango ao molho de abobrinha acompanhados de quinoa negra. E eu pedi um "Pepper Steak", que é um pedaço de filé de carne bovina ao molho de pimenta acompanhado de batatas. Para beber, pedimos duas limonadas.

A comida estava simplesmente divina! Sem falar no atendimento super atencioso. Adorei!

Nosso almoço delicioso no restaurante do hotel El Albergue Ollantaytambo.


Abaixo, o detalhamento da nossa conta no restaurante do hotel El Albergue:

- Limonada: 2 x 5,00 = 10,00
- Quinua Tabule: 19,00
- Pepper Steak: 41,00
- Pollo al Zucchini: 31,00
SUBTOTAL: 101,00
- Gorjeta (10%): 10,20
TOTAL: $111,20 soles


Ao lado do restaurante, na plataforma da estação de trem, existe uma cafeteria chamada Cafe Mayu, também pertencente ao hotel El Albergue. Como mami estava desejando um café, demos uma passadinha na cafeteria. Lá também vendem uns saquinhos de snacks bem bacanas. Aproveitamos para comprar alguns chips de banana e batata doce, além de damascos. A conta totalizou em $24,00 soles.

Caminhamos pela plataforma da estação e logo voltamos ao hotel para descansar um pouco deste dia que foi bem intenso.

Às 19:00, horário da nossa reserva de jantar, descemos e fomos novamente para o restaurante do hotel. Como nosso almoço foi bem farto, não estávamos com tanta fome. Pedimos, então, um "Antipasto Mixto", com vários queijos e legumes, e duas sopas de quinoa e verduras. Tudo acompanhado de uma porção de pãezinhos torrados deliciosos!

Nosso jantar mais "light" no restaurante do hotel El Albergue Ollantaytambo.


Abaixo, o detalhamento da nossa conta (aqui o restaurante já inclui os 10% do serviço):

- Antipasto Mixto: 29,00
- Sopas de Quinua: 2 x 15,00 = 30,00
SUBTOTAL: 59,00
- Gorjeta (10%): 5,90
TOTAL: $64,90 soles


Sem os efeitos do soroche, pude aproveitar bem mais esse dia tão especial pelo Vale Sagrado. E tudo indica que nossa estadia em Ollantaytambo também será tudo de bom!

Abaixo, o mapa com as atrações visitadas neste quinto dia de viagem:




GASTOS DIÁRIOS (em soles peruanos, para duas pessoas):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Passeio Vale Sagrado: 200,00 Passeio Vale Sagrado: 200,00 0,00
Salineras de Maras: 2x7,00=14,00 Salineras de Maras: 2x10,00=20,00 -6,00
Almoço e lanche: 100,00 Almoço e lanche: 137,20 -37,20
Jantar (El Albergue): 200,00 Jantar (El Albergue): 64,90 135,10
Gorjetas: 11,00 -11,00
Gorjeta motorista: 40,00 -40,00
514,00 473,10 40,90
Saldo Anterior: 2.407,35 / Saldo Atual: 1.934,25 / Economia Geral: 251,60

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