17 março 2018

[Manaus] Visita ao Museu da Amazônia - MUSA

Sou nascida e criada em Manaus, capital do Estado do Amazonas, localizado na Região Norte do Brasil. E, em novembro de 2017, finalmente tive a oportunidade de visitar o Museu da Amazônia (MUSA).

O MUSA foi criado em janeiro de 2009 com a ideia de ser um museu "vivo", a céu aberto, ocupando 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, pertencente ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Na mesma área, em 2002, foi criado um Jardim Botânico para que pesquisadores do INPA pudessem desenvolver melhor seu trabalho neste local.

As principais atrações do MUSA são: exposições, viveiro de orquídeas e bromélias, lago, aquários e laboratórios experimentais de serpentes, insetos e borboletas, além da atração mais procurada pelos visitantes: sua torre de observação com 42 metros de altura que permite visualizar uma magnífica e infindável vista das copas das árvores da reserva florestal. Algo quase inacreditável!

A seguir, compartilho com detalhes e fotos a visita que fiz ao MUSA com outros amigos. E já antecipo: recomendo muito!

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Entrada para o Museu da Amazônia - MUSA, em Manaus.


As informações abaixo foram retiradas diretamente do site oficial do MUSA, mas podem sofrer alterações. Por isso, antes de visitar o local, recomendo fortemente consultar diretamente o site ou o seu respectivo perfil de Instagram: @museudaamazonia.

Localização

Av. Margarita (antiga Uirapuru), S/N, Bairro Cidade de Deus, Manaus/AM, CEP 69099-285

Gente, sério! Eu moro em Manaus, então posso dizer! Acabou Manaus, chegou-se ao MUSA! Tanto que o lugar fica em uma reserva florestal, então é isso mesmo, acabou a cidade, começou a floresta! Acho que não arriscaria ir sozinha nem com a ajuda de um GPS!

Do Centro de Manaus (por exemplo, do Teatro Amazonas) até o MUSA são, aproximadamente, 22km, o que daria uns 45 minutos de carro, torcendo para um trânsito tranquilo, algo que já se tornou raro em Manaus... coisas de cidade grande!

Segue o mapinha para dar noção:



Horário de Funcionamento

O MUSA abre diariamente, exceto quartas-feiras, de 8:30 às 16:00.

Meus amigos e eu fomos em um domingo de manhã, por volta das 09:30.

Tipos e Preços de Ingresso

Existem dois principais passeios oferecidos pelos MUSA, bem similares no geral, mas tendo a subida na torre de observação como grande diferença.

  • Subida na torre (R$ 20,00): inclui, principalmente, o lago das vitórias-régias, a exposição Aturás, mandiocas, beijus, o orquidário e bromeliário, os aquários de peixes amazônicos e a subida na torre de observação com 42 metros de altura.
  • Visitas guiadas (R$ 20,00): com exceção da subida à torre, inclui as visitas do item anterior mais caminhada na floresta com guia orientando sobre a fauna e flora da Amazônia, visita à exposição Peixe e Gente, ao serpentário, ao laboratório experimental de borboletas e fungário.

Obviamente, é possível comprar os dois ingressos e fazer o passeio completo pelo MUSA. Foi a opção que escolhemos e é o que recomendo fazer!

Também existem outras atividades disponíveis em horários especiais, como, por exemplo, ver o nascer ou o pôr do sol na torre de observação, mas aí já são cobrados preços diferenciados. Então, é melhor se informar direto com o MUSA.

Informação Importante: A meia-entrada, mediante comprovação, está disponível para estudantes, idosos brasileiros e moradores de Manaus (apresentar identidade e comprovante de residência). Crianças até cinco anos não pagam entrada.


LUGARES VISITADOS NO MUSA

Após a compra dos ingressos, recebemos nossas pulseiras de identificação e a atendente nos informou o próximo horário da visita guiada, que seria às 10:00, e onde deveríamos encontrar nosso guia.

Enquanto o horário da visita guiada não chegava, pudemos explorar um pouco a parte frontal do MUSA que possui algumas exposições, além do viveiro de orquídeas e bromélias.

Além do mais, existe um ponto de apoio com banheiros, pequena lanchonete e cadeiras. Muito útil antes e depois do passeio pelo MUSA.

A seguir, compartilho os lugares mais interessantes que visitamos no MUSA, sendo que o viveiro de orquídeas e bromélias mais a subida na torre de observação foram sem guia. Já o restante dos lugares foram com guia.

Mapa das atrações e trilhas pelo MUSA.


Viveiro de Orquídeas e Bromélias

Como falei anteriormente, enquanto não chegava a hora da nossa visita guiada, ficamos passeando pela área frontal do MUSA onde há algumas exposições. É onde está também o viveiro de orquídeas e bromélias, que recebeu o nome de Nora Benchimol Minev, como uma homenagem devido ao seu inventivo e dedicação durante os trabalhos de recuperação e ampliação do orquidário do MUSA.

Conforme informações do site oficial, são mais de cem espécies de orquídeas e quarenta espécies de bromélias reunidas no viveiro, coletadas da própria Reserva Ducke, onde o MUSA está instalado, e de outras diferentes regiões da Amazônia.

Visitando o viveiro de orquídeas e bromélias do MUSA.

Esses paparazzi não me deixam nem no viveiro de orquídeas e bromélias do MUSA!


Tendas de Exposição

Já durante a visita guiada, fizemos uma caminhada curta (em torno de uma hora) pela floresta ao redor do MUSA, incluindo paradas em duas tendas que fazem parte da exposição Peixe e Gente (que estão por outros lugares do MUSA também) para conhecer um pouco das práticas e das armadilhas de pesca do povo que vive no Alto Rio Negro.

Interessante ver como os pescadores são verdadeiros engenheiros e muito hábeis na construção dessas armadilhas de pesca que preparam com esmero usando cipós, talas de paxiúbas e outros materiais advindos da própria floresta onde vivem.

Além da exposição de peças, há também aquários com peixes da região e painéis com fotos e textos com lendas indígenas.

Tenda mostrando um pouca da exposição Peixe e Gente, no MUSA.


Árvore Angelim-Pedra

Outra parada que fizemos durante a caminhada na floresta com o guia do MUSA foi para conhecer a árvore denominada Angelim-pedra (nome científico dinizia excelsa).

Esta árvore pode atingir 60 metros de altura, sendo considerada uma das maiores árvores da Floresta Amazônica. Possui tronco revestido com casca descamante que atinge diâmetros entre 100 e 180 centímetros.

Conhecendo a árvore Angelim-pedra durante a caminhada na floresta com guia do MUSA.


Serpentário

Ainda acompanhados do guia, visitamos uma sala de acesso restrito onde está o serpentário do MUSA, com algumas espécies de cobras peçonhentas (venenosas) e não peçonhentas. Morro de medo de cobra!

Do lado de fora do serpentário, há um local separado, maior e todo protegido por cerca e tela, onde pudemos ver uma jiboia.

Visitando o serpentário do MUSA.

Olha a jiboia escondida no serpentário do MUSA.


Aquário de Pirarucus

Continuando a caminhada pela floresta, saindo do serpentário e logo antes de chegar ao lago das vitórias-régias, encontramos um grande aquário a céu aberto, onde estão pirarucus de porte moderado, tambaquis, aruanãs e pirararas. Peixes que estão crescendo e logo precisarão de um tanque maior.

Os pirarucus, típicos da Região Amazônica, são peixes pulmonados, ou seja, precisam subir à superfície para respirar. Além disso, podem atingir três metros de comprimento e um peso de 200 quilos, sendo um dos maiores peixes de água doce. Adoro pirarucu! Delícia!

Esse é um pirarucu de porte moderado, peixe típico da Região Amazônica.


Lago das Vitórias-Régias

Nossa última parada durante a caminhada na floresta com o guia foi no lago das vitórias-régias. Na verdade, chamam-se vitórias-amazônicas (nome científico victoria amazonica), mas acabaram ficando conhecidas como vitórias-régias, em homenagem à rainha Vitória da Inglaterra. Não sei o por que dessa homenagem...

O local é belíssimo! As grandes vitórias-régias transformam o lago em um verdadeiro tapete verde.

As flores das vitórias-régias são lindas, mas duram, em média, apenas 48 horas. Inicialmente são brancas, tornando-se róseas no segundo dia de vida. Tivemos sorte de encontrar uma flor chegando ao seu período auge de vida. Simplesmente adorável!

Depois de aproveitar bem o local, nosso guia nos levou de volta ao centro de visitantes do MUSA, encerrando, assim, nossa visita guiada, que durou cerca de uma hora.

As flores das vitórias-régias são lindas, mas duram, em média, apenas 48 horas.

As grandes vitórias-régias transformam o lago em um verdadeiro tapete verde.

Na verdade, no nome original da vitória-régia é vitória-amazônica.

O lago das vitórias-régias no MUSA é belíssimo!


Torre de Observação

Enfim o momento mais aguardado da nossa visita ao MUSA: a subida na sua torre de observação com 42 metros de altura! Lembrando que a nossa visita à torre não foi feita com guia.

Olha, não sou sedentária, mas meu condicionamento físico também não é dos melhores... então sofri um pouco para subir os 242 degraus desta torre feita de aço. O bom é que existem uns dois níveis intermediários (14m e 28m) para você parar, descansar e apreciar a vista!

Contudo, a visão mais impressionante, sem dúvida, é a do último nível, quando você finalmente alcança os 42 metros de altura. Aqui, temos uma ampla visão da Reserva Ducke, constituída por 100km² de floresta primária na periferia de Manaus.

De um dos lados da torre, é possível ver bem ao longe um pedacinho da cidade, que ainda é pouco verticalizada. No mais, vemos um infinito tapete verde constituído pelas copas das árvores. A natureza é algo incrível!

Vamos enfrentar a subida na torre de observação do MUSA com 42 metros de altura?

Acho que não foi uma boa ideia olha para baixo!

Visão panorâmica a partir do último nível da torre de observação do MUSA. Bem ao fundo, a cidade de Manaus.

Um verdadeiro tapete verde constituído pelas copas das árvores. Visão incrível!


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nossa visita ao MUSA foi ótima e ao todo ficamos duas horas no local. Para nós foi tempo suficiente, mas o MUSA é um local que requer tranquilidade para se visitar e explorar melhor cada cantinho. Então, se quiser e puder passar mais tempo, aproveite!

Abaixo, compartilho algumas dicas que considero essenciais e que apliquei à minha visita ao MUSA:

Roupa/Calçados/Acessórios

Usei uma roupa bem confortável, praticamente uma roupa de academia: top, uma blusa soltinha e leve, calça legging e tênis para caminhada (com meia). Além disso, chapéu na cabeça para proteger do sol (de preferência aqueles com cordinha que prende no pescoço porque pode ter vento no alto da torre), e óculos escuros. Levei também um mochila (tipo saco) pequena e leve.

Uso de Repelente

Gente, lembra que você vai entrar em uma reserva florestal? Fazer trilha no meio do mato? Então, por favor, taca repelente antes de chegar no MUSA, quando chegar no MUSA, durante a trilha, na subida na torre, etc! Leva o repelente com você! Proteção nunca é demais!

Água e Lanches

Como eu não conhecia a infraestrutura do MUSA no quesito lanchonete, levei de casa uma garrafa com água e um chocolate. Porém, chegando lá, descobri que existe um quiosque vendendo garrafas de água mineral e alguns lanchinhos básicos (saquinhos de amendoim, biscoitos, etc). Resolvi comprar mais água, pois é importante se manter bem hidratado, ainda mais no calor e alta umidade daqui da Amazônia.


Finalizo por aqui dizendo que adorei visitar o MUSA e gostei mais ainda de compartilhar essa experiência com você, meu caro leitor! Meu blog tem quatro anos e esta é a primeira vez que escrevo sobre Manaus. Por conta do trabalho, da correria do dia-a-dia, fica difícil turistar na minha terrinha e, durante as férias, acabo saindo de Manaus para conhecer novos destinos pelo Brasil e pelo mundo. Mas vou tentar trazer um pouquinho mais de Manaus aqui para o blog. Prometo!

Até a próxima!

Vista espetacular a partir da torre de observação do MUSA com 42 metros de altura. Recomendo!

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