31 maio 2018

[Foz do Iguaçu 2018] 5º dia: Cataratas do Iguaçu (lado argentino)

No dia anterior, visitamos o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Agora chegou a vez de visitar o lado argentino, que concentra a maior parte das quedas d'água das cataratas.

Passamos a manhã inteira explorando o Parque Nacional Iguazú e, já que estávamos na Argentina, almoçamos no centro da cidade de Puerto Iguazú, que faz fronteira com Foz do Iguaçu, no restaurante Aqva, super popular entre os turistas.

E qual será o lado mais bonito das Cataratas do Iguaçu?

Quer saber minha opinião? Acompanhe o relato detalhado deste dia, repleto de informações, dicas e muitas fotos!

RELATO DO DIA (Quinta-Feira 05/04/2018):

Uns dois dias antes, agendei com a Iguassu Experiences, agência localizada no lobby do Belmond Hotel das Cataratas, o traslado até o Parque Nacional Iguazú para visitarmos as cataratas do lado argentino.

A melhor estratégia é chegar bem próximo ao horário de abertura do parque às 08:00. Então, nosso motorista, Valmir (o mesmo que nos buscou no aeroporto), nos buscou às 07:15 no hotel. Como já havíamos comprado pesos argentinos, não precisaríamos fazer paradas extras para troca de moeda e poderíamos ir direto rumo ao parque, que fica na cidade de Puerto Iguazú, na Argentina.

Às 07:50 cruzamos a fronteira Brasil-Argentina, onde apresentamos nossos passaportes. Independente de estarmos no Mercosul, região onde a nossa carteira de identidade costuma ser aceita nas imigrações, eu sempre opto por utilizar o passaporte. Assim não tem risco e ainda recebo mais um carimbo na imigração!

Às 08:05 chegamos ao Parque Nacional Iguazú e combinamos com o Valmir nos buscar às 15:00 no restaurante Aqva, localizado no centro de Puerto Iguazú. Do parque ao restaurante, pegaremos um ônibus da Rio Uruguay.

Parque Nacional Iguazú

Assim que chegamos ao Parque Nacional Iguazú, fomos direto para a bilheteria comprar nossos ingressos. O ingresso para residentes no Mercosul estava custando $400 pesos argentinos por pessoa (equivalente a R$76,00 na cotação da época). Minha mãe e eu tivemos que apresentar nossos passaportes para comprovar nossa nacionalidade brasileira e pagamos o total de $800 pesos argentinos, em espécie (em espanhol, "efectivo").

Atenção: Apesar de no site oficial do Parque Nacional Iguazú constar a informação que a bilheteria aceita cartão (mas não especifica o tipo) para comprar ingresso, li vários blogs alertando que a compra só pode ser realizada com peso argentino em espécie. Inclusive, conversei com diferentes pessoas (motoristas, guias, etc) em Foz que me confirmaram sobre o pagamento em espécie. Por isso, comprei pesos argentinos suficientes apenas para comprar nossos ingressos do parque.

Durante o planejamento desta viagem, pesquisei bastante sobre a melhor estratégia de visitação do parque. E o nosso motorista Valmir acabou ratificando as dicas que peguei na internet.

A primeira dica já foi dada: chegar no horário de abertura do parque!

A segunda dica é: entrar no parque e correr para a Estación Central! Esqueça qualquer parada para qualquer coisa! O objetivo é pegar o primeiro trem (Tren de la Selva) que sai às 08:30 da Estación Central e vai direto para a Estación Garganta del Diablo, principal atração do parque.

E vai por mim quando eu digo para correr (andar rápido) e não fazer qualquer parada pelo caminho, pois da entrada do parque até a Estación Central é uma boa pernada. Chegamos à estação às 08:23 e o trem já estava bem cheio, mas garantimos nossas vagas! O trem possui capacidade para 250 passageiros.

Mapa do Parque Nacional Iguazú (fonte: http://www.iguazujungle.com).

Seguindo para a Estación Central de onde parte o trem para a Estación Garganta del Diablo.

Trem saindo da Estación Central, no Parque Nacional Iguazú.

Trem partindo rumo à Estación Garganta del Diablo, principal atração do Parque Nacional Iguazú.


O trajeto entre a Estación Central e a Estación Garganta del Diablo é uma delícia em meio à natureza. O percurso, totalizando 18km, dura cerca de 20 minutos e já vamos descansando um pouco as pernas das andanças que virão.

Quando desembarcamos do trem é que pudemos perceber os vários grupos de excursão com os seus guias. Inclusive, um guia, percebendo que minha mãe e eu estávamos sozinhas, nos aconselhou que nos apressássemos para começar a trilha antes dos grupos, para que pudéssemos apreciar a Garganta del Diablo sem tanta gente. E assim fizemos!

A trilha possui 1100 metros de passarela suspensa sobre o Rio Iguaçu e é de fácil acesso e locomoção. Assim que fomos nos aproximando da Garganta del Diablo, tivemos que colocar nossas capas de chuva, por conta do seu imenso volume de água e a força de sua queda de mais de 80 metros de altura.

A Garganta del Diablo (para nós Garganta do Diabo) fica na fronteira com o Brasil e pode ser vista do Espaço Porto Canoas, no Parque Nacional do Iguaçu (lado brasileiro das cataratas).

Início da trilha que leva à maior queda d'água do Parque Nacional Iguazú, denominada "Garganta del Diablo".

Chegando à maior queda d'água do Parque Nacional Iguazú, denominada "Garganta del Diablo".

A Garganta del Diablo é a principal atração do Parque Nacional Iguazú.

A Garganta del Diablo possui uma queda d'água de mais de 80 metros de altura.


Ficamos apenas uns 10 minutos no mirante da Garganta do Diabo e pegamos a trilha de volta para a estação. Hoje não estávamos querendo nos molhar... Sem falar nos grupos de excursão que estavam tomando conta do mirante.

Enquanto o trem não chegava, aproveitamos para passar no banheiro, tirar as capas de chuva e nos recompor.

Por voltas das 10:00, pegamos o trem na Estación Garganta del Diablo rumo à Estación Cataratas, onde estão as trilhas do Circuito Superior, com um percurso de 1550 metros, e do Circuito Inferior, com um percurso de 1400 metros, para explorar e contemplar as cataratas do Parque Nacional Iguazú.

No trem rumo à Estación Cataratas, no Parque Nacional Iguazú.


Às 10:15, desembarcamos na Estación Cataratas e iniciamos a trilha do Circuito Superior. Optamos por fazer apenas esta trilha, que nos disseram ser mais fácil (plana e sem escadarias), por conta do cansaço dos dias anteriores e para nos poupar neste último dia de viagem. Além do mais, dizem que o Circuito Superior tem uma visão panorâmica bem bonita.

Caminhamos tranquilamente, parando em todos os mirantes para contemplar a vista, tirar muitas fotos e descansar!

Iniciando a trilha do Circuito Superior, no Parque Nacional Iguazú.

Visão espetacular das Cataratas do Iguaçu do lado argentino.

Muitos mirantes para contemplar a paisagem no Circuito Superior, no Parque Nacional do Iguaçu.

Visão panorâmica das Cataratas do Iguaçu do lado argentino.

Passeando pelo lado argentino das Cataratas do Iguaçu.

Salto San Martín, última queda d'água a ser visitada no Circuito Superior, no Parque Nacional Iguazú.


Às 11:00 finalizamos a trilha do Circuito Superior retornando à Estación Cataratas, onde aproveitamos para sentar, descansar e comer o lanchinho que levamos.

Por volta das 11:30, pegamos o Sendero Verde (em português, Trilha Verde), uma trilha de 655 metros em meio à mata para facilitar o acesso dos pedestres da Estación Cataratas até a Estación Central.

Bem-vindos ao "Sendero Verde", trilha que conecta a Estación Cataratas a Estación Central.

Caminhando pelo "Sendero Verde", trilha que conecta a Estación Cataratas a Estación Central.


Enquanto caminhávamos para sair do parque, mami avistou uma sorveteria, por acaso uma Freddo, e, como estava muito calor, ela não resistiu a um copinho de sorvete! Um copo pequeno estava custando $95 pesos argentinos (equivalente a R$18,05 na cotação da época... caro!).

Um pouco depois das 12:00 saímos do Parque Nacional Iguazú, totalizando em quatro horas de visitação. Entretanto, se você estiver com muita disposição, é possível passar o dia inteiro aqui fácil, aproveitando todas as atrações disponibilizadas pelo parque. Lembrando que é possível permanecer no local até às 18:00.

Cataratas do Iguaçu - Lado Brasileiro x Lado Argentino

Agora que visitei os dois parques, pelo menos parte deles, vou tecer minha opinião a respeito para ver quem ganha essa disputa!

  • Tamanho: O parque argentino é consideravelmente maior que o parque brasileiro. Portanto, a quantidade de trilhas e o comprimento delas também é maior. Há muito mais para se explorar no parque argentino. Então, coloque um tênis bem confortável e prepare-se para caminhar muito!
  • Infraestrutura e Organização: Sem dúvida, o parque brasileiro ganha neste tópico! Contudo, se você seguir a minha estratégia de chegar no parque argentino no horário da abertura para pegar o primeiro trem até a Garganta del Diablo, você vai otimizar sua visita e provavelmente não terá problemas.
  • Beleza: O parque argentino concentra a maior parte das quedas d'água das Cataratas do Iguaçu. Logo, ao percorrer as trilhas do parque argentino, tem-se um contato maior com as quedas, uma visão mais aproximada, o que não deixa de ser bem bonito. Porém, na minha opinião, estar no parque brasileiro traz a grande vantagem de se ter uma visão panorâmica de tirar o fôlego das Cataratas do Iguaçu, justamente porque estaremos vendo "de camarote" o lado argentino que possui a maior parte das cataratas.

Conclusão: acho que vale à pena conhecer os dois parques! Afinal, são diferentes sensações, diferentes visões, diferentes experiências. Entretanto, se você precisa escolher somente um para visitar, opte pelo parque brasileiro.

Ônibus Rio Uruguay

Ao sair do Parque Nacional Iguazú (onde ficam as bilheterias), à direita, bem ao final do corredor, está a sala da empresa de transportes Rio Uruguay, que possui um ônibus que faz o percurso do parque até o terminal rodoviário de Puerto Iguazú, que fica na mesma rua do restaurante Aqva, onde pretendemos almoçar.

Entramos e compramos nossos bilhetes, que estavam custando $85 pesos argentinos cada (equivalente a R$16,15 na cotação da época), totalizando em $170 pesos argentinos para mim e minha mãe.

Ficamos na sala aguardando o próximo ônibus, que chegou por volta das 12:30. Ônibus confortável, viagem tranquila, com algumas paradas pelo caminho até chegar ao destino final, aproximadamente às 13:00.

Esta ótima dica peguei do blog Lá Vai Ela Pelo Mundo.

Ônibus da Rio Uruguay que nos levou do Parque Nacional Iguazú até o centro de Puerto Iguazú.


Almoço: Aqva

Às 13:15 já estávamos acomodadas no restaurante Aqva, no centro de Puerto Iguazú, na Argentina, para almoçar.

O restaurante Aqva é um dos mais populares entre os turistas e, por conta da sua ótima avaliação no TripAdvisor e da sua localização na mesma rua do terminal rodoviário de Puerto Iguazú onde desembarcamos, acabei optando por almoçar aqui, mesmo tendo recebido indicação de outros restaurantes.

De cortesia, foi servida uma cestinha de pães e manteiga. De prato principal, minha mãe pediu um filé mignon grelhado (bife de lomo) com vegetais e eu pedi um filé mignon ao molho de mostarda com batatas (lomo a la mostaza de Dijon con papas).

Minha mãe não gostou muito da carne, achou sem sal. Eu já sabendo que os argentinos não costumam salgar suas carnes, pedi uma carne com molho. Então minha carne estava bem mais gostosa! Porém, confesso que, pelo preço que pagamos, esperava bem mais da comida.

Como os pratos são bem servidos, não sobrou espaço para a sobremesa. Uma pena... pois estava de olho numa panqueca com recheio de doce de leite que parecia ser bem gostosa.

Nosso almoço no restaurante Aqva, em Puerto Iguazú, Argentina.


Abaixo, o detalhamento da nossa conta no restaurante Aqva (em pesos argentinos):

- Refrigerante: 55,00
- Água mineral: 55,00
- Filé mignon grelhado: 419,00
- Porção de vegetais: 79,00
- Filé mignon com mostarda: 519,00
TOTAL: $1.127,00 pesos argentinos (equivalente a R$214,13 na cotação da época)

Na conta não veio discriminado o serviço. Porém, calculei 10% e deixei em dinheiro para o nosso simpático atendente.

Às 14:30, nosso motorista Valmir já estava nos esperando do lado de fora do restaurante e, prontamente, seguimos de volta a Foz do Iguaçu. Ao cruzarmos a fronteira de entrada no Brasil, passamos pela Receita Federal, mas não nos pararam.

Antes das 15:30 já estávamos de volta ao hotel Belmond, momento em que pagamos o passeio diretamente à agência Iguassu Experiences, que fica no lobby do hotel.

À noite, minha mãe e eu saímos para jantar com o rapaz que conhecemos no dia anterior (o que nos enganou com relação às fotos do passeio Macuco Safari), mas prefiro nem comentar... Pelo menos o jantar foi por conta dele.

MAPA COM LUGARES VISITADOS:



GASTOS EFETIVOS:

DESCRIÇÃO VALOR
(pesos argentinos)
Parque Nacional Iguazú 2 x 400,00 = 800,00
Sorvete Freddo 95,00
Ônibus Rio Uruguay 2 x 85,00 = 170,00
Almoço Aqva 1.127,00
TOTAL 2.192,00

Observação: Como comprei apenas $1.000 pesos argentinos, que utilizei na aquisição dos ingressos do Parque Nacional Iguazú e dos bilhetes de ônibus, o restante paguei com cartão de crédito.

DESCRIÇÃO VALOR (R$)
Gorjeta Garçom Aqva 20,00
Transfer Privativo Argentina 520,00
Táxi Portal Hotel - Centro Foz 50,00
Táxi Centro Foz - Portal Hotel 70,00
TOTAL 660,00
Gasto Acumulado: R$ 2.824,88

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