16 dezembro 2018

[China/Japão 2018] 4º dia: Cidade Proibida, Parque Jingshan e Parque Beihai (Pequim)

Neste quarto dia de viagem, visitei pela parte da manhã a Cidade Proibida (The Forbidden City), considerada Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987. Sem dúvida, mais uma atração imperdível em Pequim! Ah, e não deixe de passar pelo Jardim Imperial, que, na minha opinião, é o lugar mais bonito da Cidade Proibida!

Depois, visitei o Parque Jingshan, de onde se tem uma visão panorâmica incrível da Cidade Proibida, a partir do Pavilhão Wanchun, que fica no topo de uma colina. A vista é de tirar o fôlego!

Por fim, visitei o Parque Beihai, mais um antigo jardim imperial transformado em parque público. Adorei a visita e considero o parque mais bonito que visitei em Pequim!

A seguir, o relato detalhado deste dia, incluindo muitas fotos, informações e uma comparação entre os gastos estimados com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Terça-Feira 04/09/2018):

Cidade Proibida
Parque Jingshan
Parque Beihai

RELATO DO DIA:

Dando continuidade à novela chamada "jet lag", por mais uma noite dormi apenas das 23:00 até às 03:00 da madrugada... Ficando cada dia mais cansada por conta da programação intensa e noites mal dormidas. Mas sigo firme no roteiro!

Às 07:30, tomei café da manhã na Starbucks em frente ao hotel (Park Plaza Beijing Wangfujing). Apesar de ser caro, inegável a praticidade e economia de tempo.

- Cappuccino pequeno (tall): 28
- Sanduíche quente: 31
TOTAL: $59 yuans (aproximadamente R$33,00)

Às 08:00, meu amigo e eu nos encontramos para fazer o primeiro passeio do dia: A Cidade Proibida (The Forbidden City)!

Atenção: A Cidade Proibida fecha às segundas-feiras. O horário de funcionamento é das 08:30 às 17:00, sendo a última entrada às 16:00 (abril a outubro). O ingresso estava custando $60 yuans.

Para chegar lá, pegamos a linha 5 do metrô (direção Songjiazhuang) na estação Dengshikou (a mais próxima do Hotel Park Plaza Beijing Wangfujing), descemos na estação Dongdan (para fazer baldeação), onde pegamos a linha 1 (direção Pingguoyuan) e, finalmente, descemos na estação Tian'anmen East. Recomendo adquirir o Yikatong, cartão recarregável para utilizar no transporte público de Pequim (veja a postagem sobre a minha chegada a Pequim).

Observação: As estações de metrô de Pequim são bem sinalizadas em inglês. Então não tivemos dificuldade durante o percurso. Além do mais, o aplicativo Explore Beijing com as rotas e mapas do metrô ajuda bastante (vide item 10 da postagem Planejamento Inicial). Ah, e o chip da Easysim4u com internet também funcionando de boa assim que coloquei os pés em Pequim!

Nossos ingressos para a Cidade Proibida, atualmente chamada de Museu do Palácio (The Palace Museum), já haviam sido comprados online pelo motorista Michael Dong no dia em que ele nos levou até a Muralha da China (vide postagem da nossa visita ao Setor Mutianyu da Muralha). E, conforme ele nos explicou, os ingressos estariam vinculados aos nossos números de passaporte. Sendo assim, não recebemos nenhum tipo de ingresso, bastaria apenas apresentarmos nossos passaportes para entrar na atração.

Chegamos por volta das 08:20 e, na saída do metrô, na Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), já nos deparamos com a fila para passar pela segurança antes de acessar a Cidade Proibida. Depois de quase 15 minutos na fila, enfim chegou nossa vez. Neste momento, apresentamos os nossos passaportes e os nossos ingressos foram confirmados pelo oficial. Daqui, já seguimos rumo à entrada da atração, passando pelo Portão Meridiano (Meridian Gate ou Wu men).

Mesmo chegando no horário de abertura, o local já estava lotado de excursões, em sua maioria chinesas.

Portão de Tiananmen, que dá acesso à Praça da Paz Celestial (Praça Tiananmen), em Pequim.

Fila para passar pela segurança antes de acessar a Cidade Proibida, em Pequim.

Rumo à Cidade Proibida. Nós e mais um bocado de gente!

Alameda que dá acesso ao Portão Meridiano, uma das principais entradas para a Cidade Proibida.


Um pouco de história...

A Cidade Proibida (The Forbidden City), em Pequim, foi construída de 1406 a 1420, durante o início da Dinastia Ming, para ser um palácio imperial. E assim foi por 492 anos (1420–1912), abrigando 24 imperadores (14 da Dinastia Ming e 10 da Dinastia Qing).

Considerado um lugar divino, a entrada era proibida sem a permissão do Imperador, recebendo, por isso, o nome de "Cidade Proibida". Sua estrutura é enorme, sendo o maior e melhor preservado palácio imperial da China. Ao todo, são 980 edificações espalhadas por, aproximadamente, 150.000 metros quadrados.

A partir de 1912, a Cidade Proibida deixou de ser palácio imperial com a abdicação de Puyi, o último Imperador da China. E, em 1925, o local tornou-se o Museum do Palácio (Palace Museum).

Desde 1987, a Cidade Proibida é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO, recebendo, em média, 15 milhões de visitantes por ano.

(Fonte: compilado dos sites Wikipedia e China Highlights)

Primeira visão que temos da Cidade Proibida depois de passar pelo Portão Meridiano.

Ao fundo, o Portão da Harmonia Suprema (Gate of Supreme Harmony ou Taihe men), na Cidade Proibida.


No site do Museu do Palácio existem alguns roteiros sugeridos para a visitação do local. Peguei os mapas dos dois roteiros sugeridos para metade de um dia e fizemos um mix dos dois (Plano A e Plano B), iniciando pelo Portão Meridiano, por onde entramos (lado da Praça Tian'anmen, ao sul), e finalizando pelo Portão Norte, por onde saímos (lado do Parque Jingshan).

A seguir, a principais fotos da nossa visita à Cidade Proibida. Lembrando que o local é enorme, sendo impossível visitar todas as suas atrações em poucas horas.

Portão Meridiano (Meridian Gate ou Wu men), por onde acessamos a Cidade Proibida.

Edificação denominada de Salão da Harmonia Suprema (Hall of Supreme Harmony ou Taihe dian).

Edificação denominada de Salão da Harmonia Central (Hall of Central Harmony ou Zhonghe dian).

Vista panorâmica da parte central da Cidade Proibida, em Pequim.

Detalhes da arquitetura da Cidade Proibida, em Pequim.

Um dos Seis Palácios Ocidentais (Six Western Palaces), na Cidade Proibida.

Visitando o Jardim Imperial (Imperial Garden ou Yu huayuan), na Cidade Proibida.

Jardim Imperial (Imperial Garden ou Yu huayuan), na Cidade Proibida.

Uma colina artificial para apreciar do alto o Jardim Imperial (Imperial Garden ou Yu huayuan), na Cidade Proibida.


Independente do roteiro de visitação que você faça, não deixe de passar pelo Jardim Imperial (Imperial Garden ou Yu huayuan), que, na minha opinião, é o lugar mais bonito da Cidade Proibida. Ele fica ao norte da Cidade Proibida, próximo ao Portão da Proeza Divina (Gate of Divine Prowess ou Shenwu men).

Ressalte-se que havia algumas atrações dentro da Cidade Proibida que não estavam incluídas no ingresso normal de $60 yuans que compramos, devendo ser pagas à parte. Optamos por não visitar estas atrações.

Ao todo, ficamos cerca de 2h30min passeando pela Cidade Proibida. Mas com certeza, dá para passar o dia inteiro desbravando o local.

Depois de sair pelo Portão Norte (o Portão da Proeza Divina) da Cidade Proibida, atravessamos a rua e seguimos para o Parque Jingshan, cujo ingresso estava custando $2 yuans (um pouco mais de R$1,00). Super barato!

Entramos no Parque Jingshan às 11:00 e fomos direto para o Pavilhão Wanchun, que fica no topo de uma colina, proporcionando uma visão panorâmica incrível da Cidade Proibida.

Seguindo para o Parque Jingshan, de onde se tem uma visão panorâmica incrível da Cidade Proibida.


Um pouco de história...

O surgimento do Parque Jingshan remonta das Dinastias Liao (907-1125) e Jin (1115-1234), a partir de uma pequena colina. Porém, seu desenvolvimento em termos arquiteturais começou na Dinastia Yuan (1271-1368), tornando-se um grande jardim, onde muitas árvores foram plantadas e pavilhões foram construídos e utilizados como lugares sagrados para oferecer sacrifícios aos ancestrais dos imperadores das Dinastias Yuan (1271-1368), Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911).

Em 1928, o parque foi aberto ao público e, em 1949, foi totalmente reconstruído, onde caminhos foram pavimentados e muitas edificações renovadas.

Existem cinco pavilhões construídos em topos de colinas no Parque Jingshan. Contudo, o mais alto e principal é o Pavilhão Wanchun (Ten Thousand Spring Pavilion), que fica no centro do parque e com uma vista sensacional para a cidade de Pequim.

(Fonte: compilado dos sites Travel China Guide e China Highlights)


A visão mais impressionante a partir do Pavilhão Wanchun do Parque Jingshan, sem dúvida, é para a Cidade Proibida. Daqui podemos entender sua imensidão e porque a Cidade Proibida é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. Não é uma subida fácil, mas tem escadarias, corrimões e sempre uma bela vista para fazer uma pausa, apreciar e recuperar o fôlego!

Visitando o Parque Jingshan, ao norte da Cidade Proibida, em Pequim. Lá no alto, o Pavilhão Wanchun.

Vista panorâmica sensacional da Cidade Proibida, a partir do Pavilhão Wanchun, no alto do Parque Jingshan.

Vista para Pequim, a partir do Pavilhão Wanchun, no alto do Parque Jingshan.

Vista para o vizinho Parque Beihai, a partir do Pavilhão Wanchun, no alto do Parque Jingshan.


Saímos do Parque Jingshan às 12:00, depois de passar uma hora desfrutando do local, aproveitando para descansar e apreciar a vista.

Na rua principal que separa o Parque Jingshan da Cidade Proibida, a Jingshan Front Street, pegamos um ônibus e descemos na parada seguinte, utilizando nosso Yikatong Card (cartão recarregável para utilizar no transporte público de Pequim).

Nosso objetivo agora era visitar o Parque Beihai. Ressalto que os dois parques são próximos e é possível ir caminhando (cerca de 1km de distância). Entretanto, estava muito quente e queríamos economizar uma pernada!

Nessa hora, a fome já estava apertando... Porém, não encontramos nada para comer perto da entrada do parque (entrada sul na Wenjin Street). Resolvemos, então, entrar no parque e ver se havia algum restaurante/lanchonete lá dentro.

O ingresso estava custando $20 yuans. Mas, antes, acabamos comprando errado um ingresso de $1 yuan para um lugar chamado Round City (uma atração anexa ao Parque Beihai)... Nos confundimos de bilheteria!

Assim que entramos no Parque Beihai, procuramos alguma coisa para comer e nada! O jeito foi iniciar a visitação do parque com fome mesmo e torcer para encontrar alguma coisa para comer pelo meio do caminho!

Portão Sul, na Wenjin Street, para entrar no Parque Beihai, em Pequim.


Um pouco de história...

O Parque Beihai foi inicialmente construído durante a Dinastia Liao (916-1125), passando por reparos e reconstruções durantes as Dinastias Jin (1115-1234), Yuan (1271-1368), Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911).

O local era usado como jardim imperial, sendo considerado um dos maiores jardins da China, contendo estruturas, palácios e templos historicamente importantes.

O Parque Beihai possui uma área aproximada de 690.000 metros quadrados, incluindo um lago que cobre mais da metade do parque. No centro do lago está a Ilha de Flor de Jade (Jade Flower Island), cuja construção mais imponente é o Dagoba Branco (White Dagoba), construída originalmente em 1651 e reconstruída duas vezes depois, por conta de terremotos.

Outra atração importante do Parque Beihai é o Muro dos Nove Dragões (Nine Dragon Wall), que fica ao norte do parque. Foi construído em 1756 e é um dos três muros deste tipo em toda a China.

Desde 1925, o local foi aberto ao público como parque.

(Fonte: compilado dos sites Wikipedia, Travel China Guide e site oficial do Parque Beihai)


Iniciando a visita do belíssimo Parque Beihai, em Pequim. Ao fundo, a torre denominada White Dagoba.

Lago que toma conta do Parque Beihai, com a pequena Ilha de Jade ao fundo.

Bela ponte que leva à Ilha de Jade e a imponente torre denominada White Dagoba, no Parque Beihai.

Típico portal chinês na entrada da Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai.

O Parque Beihai, em Pequim, é lindo em todos os detalhes.


Por volta de 12:20, quando estávamos entrando na Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai, encontramos um pequeno restaurante (chamado Qing-Feng Steamed Dumpling Shop), tipo um fast food de comida chinesa, com "especialidade" em dumplings (espécie de bolinhos recheados cozidos no vapor). A cara não era das melhores e o local estava lotado, mas como a fome era grande, o jeito foi comer aqui mesmo!

Resolvi pedir um combo com seis dumplings com o recheio que estava disponível (nem lembro se era carne de boi ou porco), que custou $12 yuans (menos de R$7,00). Meu amigo pediu uma espécie de lámen (tipo macarrão mergulhado em uma sopa) e uns bolinhos fritos que não faço ideia do que eram!

O local estava lotado de chineses. Havia poucas mesas e bancos para sentar, e tudo estava ocupado. Neste momento, conheci a simpatia dos chineses! Uma família que estava ocupando uma mesa se espremeu para nos dar espaço para sentar com eles!

Apesar de toda a simpatia e cordialidade, meus dumplings estavam péssimos! Depois de comer os deliciosos e delicados dumplings do restaurante Din Tai Fung (veja a postagem da minha chegada a Pequim), estes estavam quase intragáveis! Experimentei um pouco da comida do meu amigo... Infelizmente, foi a pior refeição que tive até agora em Pequim.

Nosso péssimo almoço no restaurante, chamado Qing-Feng Steamed Dumpling Shop, dentro do Parque Beihai.


Depois deste triste almoço, demos continuidade à visitação do Parque Beihai. Como estávamos na Ilha de Jade, aproveitamos para visitar o Templo Yong’an (Templo da Paz Eterna ou Temple of Eternal Peace) e o White Dagoba, construído na parte mais elevada da ilha. Haja fôlego para enfrentar a subida! Mas vale muito à pena!

Para quem não sabe (assim como eu não sabia), um dagoba/pagoda/estupa é um monumento em forma de torre, típico na arquitetura chinesa, construído com fins religiosos, geralmente em templos.

Visitando o Templo Yong’an, na Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai.

Estátua de buda no Templo Yong’an, na Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai.

Detalhes do Templo Yong’an, na Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai.

Visitando o Templo Yong’an, na Ilha de Jade, no centro do Parque Beihai. Até os telhados possuem decoração!

Finalmente chegando no White Dagoba, que fica na parte mais elevada da Ilha de Jade, no Parque Beihai.

Detalhe de uma das esculturas que rodeiam o White Dagoba, no Parque Beihai.


Descemos do White Dagoba por volta das 13:30 e fomos para a doca de onde saem os barcos da Ilha de Jade para o norte do Parque Beihai. Acho que ficamos mais de meia hora esperando por um barco e nada. Chegamos à conclusão que o serviço de barcos não deveria estar funcionando e resolvemos ir caminhando mesmo até o norte do parque.

Passeando pelo belo Parque Beihai, em Pequim.

Mais um lindo portão tipicamente chinês no Parque Beihai, em Pequim.


Às 14:30, avistamos o Portão Norte do Parque Beihai e resolvemos finalizar nossa visita. O cansaço já era extremo e não conseguimos mais conhecer as demais atrações do parque, que é enorme.

Contudo, aproveitamos que estava cedo e decidimos ir à Estação de Trem de Beijing (Beijing Railway Station) para trocar nossos vouchers pelos bilhetes de trem para Xangai.

Pegamos o metrô da linha 6 na estação Beihai North (sentido Lugheng), fizemos baldeação na estação Chaoyangmen, onde pegamos a linha 2 (circular no sentido horário) e descemos na estação de metrô Beijing Railway Station.

Saímos da estação de metrô e fomos até a estação de trem. Pense na muvuca! Foi uma dificuldade para encontrar a bilheteria! Mas enfim encontramos e conseguimos pegar nossos bilhetes de trem saindo de Pequim rumo a Xangai no dia 06/09/2018 (daqui dois dias).

Passando na estação de trem de Pequim para pegarmos nossos bilhetes para Xangai.


Depois de cumprida a missão, pegamos o metrô da linha 2 (circular sentido horário) na estação Beijing Railway Station, fizemos baldeação na estação Chongwenmen, onde pegamos a linha 5 (sentido Tiantongyuan North) e descemos na estação Dengshikou (saída C), que é a estação próxima às nossas hospedagens. No meu caso, a apenas 150 metros do Hotel Park Plaza Beijing Wangfujing.

Por conta de vários dias sem dormir direito devido ao jet lag, eu estava tão exausta que não consegui mais sair do hotel nem para jantar. Só queria conseguir dormir bem... Vamos ver se essa noite o jet lag me deixa em paz...

MAPA INDICATIVO:



GASTOS DIÁRIOS (em yuans):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Cidade Proibida: 60 Cidade Proibida: 0 60
Parque Jingshan: 2 Parque Jingshan: 2 0
Parque Beihai: 20 Parque Beihai: 20 0
Alimentação: 150 Alimentação: 71 79
Parque errado: 1 -1
232 94 138
Saldo Anterior: 2.051 / Saldo Atual: 1.957 / Economia Geral: 198

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