27 janeiro 2019

[China/Japão 2018] 9º dia: Chegada a Tóquio (Japão) / Parque Ueno e Asakusa

Enfim cheguei a Tóquio, no Japão! Após enfrentar um voo de três horas entre Xangai e Tóquio, desembarquei no Aeroporto de Haneda às 05:05 da manhã.

Depois de passar pelos procedimentos de imigração e alfândega, peguei o transporte público rumo a Ginza, elegante bairro de Tóquio onde ficarei hospedada pelos próximos cinco dias no hotel Millennium Mitsui Garden. Como ainda era muito cedo para o check-in, deixei minha mala na recepção do hotel e dei início à programação.

A manhã foi dedicada para conhecer um pouco do Parque Ueno, incluindo uma visita aos pandas gigantes do Ueno Zoo.

À tarde, fui passear pelo distrito histórico de Asakusa, onde visitei o Centro de Informações Turísticas, que oferece uma bela vista do seu terraço; o templo budista Sensoji, o mais antigo de Tóquio; e a Rua Nakamise, onde comprei o famoso melon pan da loja Asakusa Kagetudo.

Ainda em Asakusa, almocei no tradicional restaurante Asakusa Imahan, onde experimentei o sukiyaki, típica preparação de carne no Japão. Será que gostei?

A seguir, o relato detalhado deste primeiro dia em Tóquio, incluindo fotos, informações e uma comparação entre os gastos estimados com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Domingo 09/09/2018):

Chegada ao Aeroporto de Haneda (Tóquio) às 05:05
Trocar moeda no aeroporto (apenas uma pequena quantia)
Comprar o cartão PASMO (cartão do transporte público)
Percurso aeroporto-hotel de trem
Deixar as malas no hotel
Parque Ueno
    Templo Kiyomizu Kannon
    Templo Bentendo
    Santuário Ueno Toshogu
    Ueno Zoo
    Museu Nacional de Tóquio
Asakusa
    Centro de Informações Turísticas de Asakusa
    Rua Nakamise
    Templo Sensoji
Tokyo Skytree (observatório)
Check-in no hotel Millennium Mitsui Garden Hotel Tokyo

RELATO DO DIA:

Depois de viajar cerca de 3 horas de Xangai a Tóquio, com a Peach Aviation, uma companhia aérea japonesa do tipo "low-cost", enfim pousamos no Aeroporto de Haneda, pontualmente às 05:05. Cheguei Japão!

Avião da Peach Aviation, companhia aérea que utilizei para fazer o percurso Xangai-Tóquio.


O processo de imigração foi rápido, tranquilo e sem perguntas. Por sua vez, durante a passagem pela  alfândega, momento em que as malas são verificadas por um scanner, o oficial me fez algumas perguntas: quantos dias de viagem, meus destinos dentro do Japão, objetivo da viagem e se eu estava sozinha. O oficial foi bem educado e fui liberada rapidamente.

Ainda no Aeroporto de Haneda, como a cotação na casa de câmbio (Mizuho Bank) estava muito boa, resolvi trocar os $700 yuans que sobraram da viagem à China e mais $300 dólares. Isso foi por volta das 05:45. A cotação do yuan estava $14,37 ienes e a do dólar $107,79 ienes. Logo, recebi um total de $42.396 ienes.

Área do desembarque internacional do Aeroporto de Haneda, Tóquio.


Em seguida, paramos no centro de informações para comprar o PASMO, um dos cartões que podem ser utilizados no transporte público de Tóquio.

Dica: O PASMO é um cartão recarregável que serve, entre outras coisas, como sistema de pagamento eletrônico para os meios de transporte de Tóquio. Para emitir o cartão é necessário um depósito de $500 ienes. Caso o cartão seja devolvido, o depósito será reembolsado, além do valor carregado que não foi utilizado. Para turistas, recomenda-se comprar o PASMO do tipo "blank", ou seja, sem identificação do portador.

Durante o planejamento financeiro desta viagem, estimei um valor total de $5.020 ienes para carregar no cartão PASMO e, assim, utilizar durante toda a minha estadia em Tóquio. Contudo, no centro de informações só consegui colocar o valor redondo de $5.000 ienes.

Dica: Para estimar o valor a ser pago no transporte público de Tóquio, basta utilizar o Google Maps para traçar o itinerário. Além da informação sobre estação, nome da linha, direção, horário, tempo de percurso, necessidade de baldeação, etc, o Google Maps também informa o preço. Por isso, não deixe de instalar o aplicativo do Google Maps no seu smartphone. Ele será muito útil durante a estadia em Tóquio. Veja outras sugestões de aplicativos no item 10 da postagem de Planejamento Inicial.

Meu cartão PASMO, um dos cartões que podem ser utilizados no transporte público de Tóquio.


Devidamente munidos com o nosso cartão PASMO, fomos atrás do trem para seguirmos a Ginza, bairro onde ficaremos hospedados em Tóquio.

Curiosidade: Ginza é um moderno e elegante bairro no distrito de Chuo, em Tóquio, com um dos metros quadrados mais caros do mundo. Há inúmeras lojas, restaurantes e cafés, incluindo marcas luxuosas de grifes internacionais.

De acordo com o Google Maps, tínhamos que pegar o trem da linha Keikyu na estação do Aeroporto de Haneda e descer na estação Higashi-ginza, a mais próxima do hotel Millennium Mitsui Garden.

Seguimos as placas indicativas para a estação da linha Keikyu dentro do Aeroporto de Haneda e, por volta das 06:00, embarcamos no primeiro trem que apareceu na estação, confiantes de que desceríamos somente em Ginza!

Interior do trem da linha Keikyu que pegamos na estação do Aeroporto de Haneda.


Ocorre que, o trem parou em uma estação, que definitivamente não era a Higashi-ginza, e fomos obrigados a descer! Não entendemos nada! Afinal, o Google Maps disse que o trem iria direto para Ginza... pelo menos esse foi o nosso entendimento! Entendimento errado, obviamente!

Desembarcamos do trem totalmente perdidos e sem saber que outro trem pegar rumo a Ginza. Fiquei olhando o mapa das linhas de trasporte público de Tóquio e me dei conta que era muito mais complicado do que imaginava. São diferentes empresas que operam diversas linhas de trem e metrô, inúmeras estações e possibilidades de baldeação. Uma loucura!

Acho que minha cara olhando o mapa deveria estar tão desolada e confusa, que um senhor japonês educadamente perguntou em inglês se eu estava precisando de ajuda! Olhei para ele e respondi: "I'm so lost!" (estou tão perdida!). Neste momento, eu estava sozinha enquanto meu amigo procurava um guichê de informações.

Para resumir a história, falei para o senhor japonês que eu precisava chegar à estação Higashi-ginza. Ele olhou atentamente o mapa e demorou alguns segundos para analisar a rota. Aí tive a certeza que o sistema de transporte público de Tóquio é realmente complicado!

Finalmente, ele virou para mim e disse qual trem eu deveria pegar e que seria a mesma rota que ele faria, porém, desceria antes em outra estação. Chamei meu amigo e grudamos no gentil senhor japonês!

Fomos conversando em inglês sobre vários assuntos durante o percurso. Até que ele teve que desembarcar e nos deu a última orientação. Aqui tivemos nosso primeiro contato com toda a gentileza, educação e simpatia do povo japonês! Desconfio que este senhor provavelmente mudou sua rota para nos ajudar e seguir parte do trecho conosco. Obrigada!

Por volta das 07:00, desembarcamos na estação Higashi-ginza e, para sair, pegamos um elevador cujo acesso fica bem em frente ao hotel Millennium Mitsui Garden, onde ficarei hospedada pelos próximos cinco dias.

Como o check-in só começava às 15:00, o jeito foi deixar minha mala guardada na recepção do hotel. Daqui, seguimos para o Prime Pod Ginza, um hotel cápsula onde meu amigo ficaria hospedado, a apenas 150 metros de distância do hotel Millenium Mitsui Garden.

Atualização: Infelizmente, o hotel cápsula The Prime Pod Ginza Tokyo está marcado atualmente (janeiro/2019) como permanentemente fechado.

Meu amigo também teve que deixar a mala guardada na recepção, pois estava muito cedo para fazer o check-in.

Agora tínhamos que achar um lugar para tomar café da manhã. Como ainda estávamos desorientados, resolvemos comprar algumas coisas para comer em uma "konbini" próxima.
Konbini: palavra de origem inglesa que se transformou em uma palavra japonesa para designar uma loja de conveniência (em inglês, convenience store). Em japonês, a palavra original é "konbiniensu sutoa". No entanto, utiliza-se somente o começo da palavra para facilitar, ou seja, "konbini". (Fonte: Fundação Japão São Paulo)

Às 07:30, sentamos na calçada e tomamos o nosso café da manhã adquirido na Mini Stop, konbini em Ginza que funciona das 07:00 às 23:00. Abaixo, o detalhamento do preço dos itens que comprei, já com a taxa de 8% incluída:

- Pão recheado: 2 x 108 = 216
- Iogurte: 138
- Água: 100
TOTAL: $454 (aproximadamente R$15,00)

Meu café da manhã que comprei em uma konbini em Ginza!


Depois de comer e enrolar um pouco, fomos visitar a primeira atração deste dia em Tóquio: Parque Ueno (Ueno Park). Para chegar até lá, pegamos o metrô da linha Hibiya na estação Higashi-ginza e descemos na estação Ueno. Utilizamos nosso cartão PASMO e o trajeto levou cerca de 15 minutos.

Desta vez, não nos perdemos no metrô! Mas em compensação, as estações de metrô/trem são tão grandes que, mesmo utilizando o mapa, é difícil encontrar a saída correta para a atração desejada.

Enfim localizamos a melhor saída da estação e caminhamos mais um pouco até chegar a um dos acessos ao Parque Ueno.

Um pouco de história...

O Parque Ueno é um grande parque público localizado no bairro de Taito, integrante do distrito de Ueno, na parte central de Tóquio. Suas terras originalmente pertenciam ao Templo Kaneiji, que costumava ser um dos maiores e mais ricos templos durante o Período Edo (1603-1867).

Depois da Guerra Civil Boshin, o local foi transformado em parque e aberto ao público em 1873. Entre os primeiros parques públicos do Japão, o Parque Ueno segue um estilo ocidental como parte da inspiração e assimilação de práticas internacionais que caracterizaram o começo do Período Meiji (1868-1912).

Na parte sul do parque está o Lago Shinobazu, com uma pequena ilha central onde está localizado o Templo Bentendo, dedicado à deusa de Benten. Outros templos e santuários existentes são: Templo Kaneiji, Templo Kiyomizu Kannon e Santuário Toshogu.

Além dos diversos templos e santuários espalhados pelo Parque Ueno, o local também abriga muitos museus, como o Museu Nacional de Tóquio, o Museu de Arte Metropolitana e o Museu Nacional de Ciência. Adicionalmente, outra atração importante do parque é o Ueno Zoo, primeiro jardim zoológico de Tóquio.

(Fonte: compilado dos sites Wikipedia e Japan Guide)


Por volta das 09:20, iniciamos nossa visitação ao Parque Ueno, cuja entrada é gratuita, pela sua parte sul, onde fica o Lago Shinobazu. Durante o passeio, encontramos as seguintes atrações:
  • Tumba dos Guerreiros Shogitai (Tomb of Shogitai Warriors): Durante a queda do Governo Shogunate, no Período Edo, guerreiros resistiram até o fim contra o novo Governo Meiji, e morreram no Monte Ueno.
  • Templo Kiyomizu Kannon-Do: Estabelecido em 1631 pelo budista Tenkai Sojo, o qual também foi fundador do Templo Kaneiji, seguindo o padrão do Templo Kiyomizu-dera em Kyoto.
  • Templo Bentendo: Dedicado a Benten, deusa da boa sorte, prosperidade, música e conhecimento.
  • Santuário Toshogu: Construído em 1616, é um dos inúmeros santuários do Japão dedicados a Tokugawa Ieyasu, fundador do Período Edo.

Próximo à entrada dos templos/santuários Xintoístas costuma ter uma fonte de água (chamada chozuya) para lavar as mãos e a boca. Existe todo um ritual de lavagem que a pessoa deve seguir, no intuito de se purificar antes de entrar no templo/santuário.

Também é possível encontrar nos templos/santuários os denominados "omikuji", palavra traduzida como "loteria sagrada". Os omikuji são papéis enrolados contendo uma previsão para o futuro (praticamente um biscoito da sorte, mas sem o biscoito!). Se o conteúdo for bom, a pessoa guarda consigo o papel, caso contrário, deverá amarrá-lo em local específico (árvore, corda) na parte externa do templo/santuário para se livrar da má sorte.

Curiosidade: No Japão, as duas religiões predominantes são o Xintoísmo e o Budismo. A palavra xintoísmo geralmente é traduzida como "caminho dos deuses", sendo as principais características do Xintoísmo o politeísmo (vários deuses), o culto à natureza e aos antepassados. Além do mais, deve haver um equilíbrio entre o ser humano e a natureza, sendo necessária a purificação do corpo e da alma. Contudo, o Xintoísmo, que é originário do Japão, somente foi sistematizado após a chegada do Budismo ao país no século VI. Originário da Índia, o Budismo representa uma atitude perante o mundo, uma técnica de comportamento, com o objetivo de desapegar-se de tudo o que é transitório e material. O fato é que as duas religiões coexistem pacificamente no Japão e interagem entre si. Por fim, geralmente um templo refere-se ao lugar de adoração ao Budismo e o nome costuma terminar com o sufixo "ji". Por sua vez, um santuário refere-se ao lugar de adoração ao Xintoísmo e o nome costuma terminar com o sufixo "jingu".

Tumba dos Guerreiros Shogitai (Tomb of Shogitai Warriors), no Parque Ueno, em Tóquio.

Templo Kiyomizu Kannon-Do, no Parque Ueno, em Tóquio.

Vista a partir do Templo Kiyomizu Kannon-Do, no Parque Ueno, em Tóquio.

Fonte de água (chamada chozuya) para lavar as mãos e a boca, no intuito de se purificar.

Templo Bentendo, no Parque Ueno, em Tóquio.

Omikuji: papéis enrolados contendo uma previsão para o futuro. Se o conteúdo não for bom, deve-se amarrá-lo na parte externa do templo/santuário.

Lindas plantas que crescem no Lago Shinobazu, no Parque Ueno.


Por volta das 10:00, chegamos à entrada do Ueno Zoo. Já tem algum tempo que cortei zoológicos da minha lista de atrações de interesse. Não vou entrar aqui no mérito da discussão, pois o assunto envolvendo entretenimento de pessoas utilizando animais é bem polêmico.

Contudo, entretanto, todavia... confesso que quis entrar no Ueno Zoo para ver de perto os Pandas Gigantes.

Um pouco de história...

O Ueno Zoo é o jardim zoológico mais antigo do Japão. Fundado em 1881, sua área foi se expandido ao longo dos anos, contando, atualmente, com mais de 3 mil animais de 400 espécies diferentes.

Sem dúvida, seus residentes mais famosos são os Pandas Gigantes. Em 1972, os primeiros pandas chegaram ao Ueno Zoo originados da China. Com a morte do panda Ling Ling em 2008, o Ueno Zoo ficou temporariamente sem pandas. Porém, em 2011, um casal de pandas chegaram ao zoológico e, em 2017, tiveram um filhote.

O Ueno Zoo trabalha em parceria com o Beijing Zoo (China) e com o San Diego Zoo (EUA), com o objetivo de ajudar na reprodução de pandas gigantes selvagens, uma vez que a espécie possui risco de extinção.

(Fonte: compilado dos sites Tokyo Zoo Net e Japan Guide)


Informação Importante: O ingresso padrão do Ueno Zoo estava custando $600 ienes. Seu horário de funcionamento é de 09:30 às 17:00, sendo que ingressos são vendidos até às 16:00. O Ueno Zoo fecha às segundas-feiras e entre os dias 29 de dezembro a 01 de janeiro. Além do mais, o local também fecha às terças-feiras se o dia anterior for feriado.

Entramos no Ueno Zoo pelo seu portão oeste. Porém, os pandas gigantes ficam na área leste do zoológico. Para agilizar a locomoção, pegamos o monorail que interliga as duas áreas, e que estava custando $150 ienes.

Quando chegamos na área de visitação dos pandas gigantes, por volta das 10:30, simplesmente a fila de espera estava de 90 minutos! Meu amigo desistiu, mas eu fiquei na fila, enfrentando um calor de rachar, tudo para ver os pandas!

Depois de quase 1h30min na fila, finalmente consegui ver os pandas! Um estava deitadinho de costas na maior preguiça (acho que era o macho!). E os outros dois (um adulto que deveria ser a fêmea mais o filhote) estavam fazendo um lanchinho na maior calmaria!

Não me julguem, mas foi emocionante!

Entrada oeste do Ueno Zoo, primeiro zoológico de Tóquio.

Os pandas gigantes são a principal atração do Ueno Zoo, em Tóquio.

Área no Ueno Zoo reservada ao casal de pandas gigantes e seu filhote.

Enfrentei 1h30min de fila para ver os pandas gigantes no Ueno Zoo!

Eita preguiça boa! Um dos pandas gigantes pertencentes ao Ueno Zoo, em Tóquio.



Saindo da área reservada aos pandas gigantes no Ueno Zoo, em Tóquio.


Depois de ver os pandas gigantes, saí do Ueno Zoo às 12:00 e fui encontrar meu amigo em uma Starbucks dentro do Parque Ueno, bem próxima à entrada leste do Ueno Zoo.

Aproveitei para comprar um Frappuccino de Caramelo ($507 ienes já com a taxa de 8% incluída) e descansar um pouco no ambiente refrigerado da Starbucks, pois o calor estava infernal!

Às 13:00, visitamos mais uma atração do Parque Ueno: Santuário Toshogu. Passeamos apenas pela área externa, que é muito bonita.

Visitando a área externa do Santuário Toshogu, no Parque Ueno.

Omikujis pendurados na área externa do Santuário Toshogu, no Parque Ueno.

Visitando a área externa do Santuário Toshogu, no Parque Ueno.

Portão de acesso à área externa do Santuário Toshogu, no Parque Ueno.


Depois de conhecer o Santuário Toshogu, resolvemos deixar o Parque Ueno e dar prosseguimento com o roteiro. Estava nos planos visitar o Museu Nacional de Tóquio, um dos museus dentro do parque, mas o cansaço estava batendo...

Às 13:15, saímos do parque em direção à Estação Ueno, de onde pegaríamos o metrô rumo a Asakusa, nosso próximo destino.

Entretanto, são tantas linhas e tantos diferentes acessos dentro da Estação Ueno que, para variar, erramos a entrada! Ainda bem que o atendente de um guichê de informação foi super simpático e nos ensinou o caminho correto para pegar a linha Ginza que nos levaria à Estação Asakusa.

Um pouco de história...

Asakusa é um distrito histórico de Tóquio, cuja principal atração é o templo budista Sensoji, construído no século VII. Além do mais, a Rua Nakamise, que interliga os portões Kaminarimon e Hozomon do Templo Sensoji, também é uma atração à parte, vendendo uma variedade de itens bem tradicionais japoneses, desde comidas a souvenirs.

Por muitos séculos, principalmente no Período Edo (1603-1867), Asakusa foi o distrito de entretenimento de Tóquio, possuindo muitos teatros. No fim do século XIX e início do século XX, tipos mais modernos de entretenimento, como salas de cinema, foram estabelecidos na região.

Contudo, grande parte de Asakusa foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar da reconstrução do Templo Sensoji e seus arredores, a parte de entretenimento da região perdeu popularidade, restabelecendo-se somente após a inauguração da torre Tokyo Skytree próxima à região de Asakusa.

(Fonte: site Japan Guide)


Às 13:40, chegamos a Asakusa e fizemos nossa primeira parada no Centro de Informações Turísticas de Asakusa para visitar o terraço no oitavo andar que possui uma vista privilegiada do distrito, incluindo a Rua Nakamise, o Templo Sensoji, o Rio Sumida e a torre Tokyo Skytree. O melhor é que o acesso ao Centro de Informações e seu terraço é gratuito! Essa dica consegui com a minha amiga Bianca Shibuya, do perfil Conhecendo Japão!

Visitando o Centro de Informações Turísticas de Asakusa.

Rio Sumida e a torre Tokyo Skytree vistos do terraço do  Centro de Informações Turísticas de Asakusa.

Rua Nakamise vista do terraço do  Centro de Informações Turísticas de Asakusa.

Templo Sensoji e sua pagoda de cinco andares vistos do terraço do  Centro de Informações Turísticas de Asakusa.


Depois de visitar o Centro de Informações Turísticas de Asakusa, às 14:10, resolvemos ir ao tradicional restaurante Asakusa Imahan, para aproveitar o cardápio de almoço (11:30 às 15:00), com valores mais acessíveis que o jantar. Esta foi mais uma dica da Bianca (@conhecendojapao)!

O Asakusa Imahan é um restaurante fundado em 1895, e está na sua localização atual, na Kokusai Street, desde 1928. Sua especialidade é em sukiyaki e shabu shabu, duas formas distintas de preparar finas fatias de carne. Sukiyaki é a carne cozida em um molho à base de soja, e o shabu shabu é a carne cozida em água.

O padrão é que as fatias de carne sejam servidas cruas à mesa e a pessoa vai cozinhando por conta própria. No nosso caso, que pedimos o cardápio promocional de almoço, a carne e seus acompanhamentos (legumes, cogumelos, tofu, macarrão, etc) já vêm cozidos em uma tigela (bowl). Os nossos pratos ainda vieram com uma porção de sopa de missô (miso soup) e picles.

Eu quis experimentar o tradicional sukiyaki e meu amigo foi de steak. Acontece que, quando nossos pratos chegaram, confesso que não fui muito com a cara da minha carne e também não morri de amores pelo sabor... conclusão: meu amigo trocou comigo! Eu comi o steak, que achei mais saboroso, e ele o sukiyaki! Isso que é amizade!

Ao fim, recebemos uma xícara de chá quente. O ambiente é bastante agradável e gostei da experiência. Recomendo! Mas ressalto que o Asakusa Imahan não é um restaurante barato.

Abaixo, o detalhamento da nossa conta no restaurante Asakusa Imahan:

- Sukiyaki Donburi: 2.000
- Steak Donburi: 2.500
SUBTOTAL: 4.500
- Taxa de 8%: 360
TOTAL: 4.860 (aproximadamente R$167,00)

Dividimos a conta no meio e cada um pagou $2.430 ienes.

Almoço no restaurante Asakusa Imahan, especializado em sukiyaki e shabu shabu,


Às 15:15, deixamos o restaurante Asakusa Imahan e demos continuidade ao nosso passeio por Asakusa. Nosso objetivo agora era visitar o Templo Sensoji e seus arredores.

As ruas de Asakusa são bem charmosas e com detalhes bem tradicionais em sua arquitetura e decoração. Há muitas lojas, restaurantes, teatros e outros tipos de entretenimento.

Aqui também encontramos vários passeios utilizando o "riquixá" (do japonês "jinrikisha"), cuja tradução literal é "veículo de tração humana", ou seja, uma pessoa puxa uma carroça de duas rodas que costuma acomodar uma ou duas pessoas.

Passeando por Asakusa, distrito histórico de Tóquio.

Passeando por Asakusa, distrito histórico de Tóquio.

Passeando por Asakusa, distrito histórico de Tóquio.


Às 15:30, chegamos ao Templo Sensoji, sem dúvida, a principal atração do distrito de Asakusa. O local é lindo, o dia estava ensolarado e havia muita gente visitando o templo, cujo acesso é gratuito.

Um pouco de história...

Sensoji é um templo budista dedicado a Kannon, deusa da misericórdia. Sua construção é datada de 645, sendo este o templo mais antigo de Tóquio.

Conforme a lenda, no ano de 628, dois irmãos pescadores encontraram uma estátua de Kannon no Rio Sumida. A estátua da deusa Kannon foi santificada e um pequeno templo foi construído em sua homenagem.

Infelizmente, durante a Segunda Guerra Mundial, o Templo Sensoji foi bombardeado e destruído. Mais tarde, o templo (e a área ao seu redor) foi reconstruído, tornando-se um símbolo de renascimento e paz para os japoneses.

Adjacente ao Templo Sensoji, há uma pagoda de cinco andares, além da tradicional Nakamise-dori, uma rua comercial de uns 250 metros de comprimento, delimitada em suas extremidades pelos portões Kaminarimon e Hozomon, contendo cerca de 90 lojinhas vendendo uma variedade de itens bem tradicionais japoneses, desde comidas a souvenirs.

(Fonte: compilado dos sites Wikipedia e Japan Guide)

Pagoda de cinco andares pertencente ao Templo Sensoji, em Tóquio.

Portão de acesso (Hozomon) ao Templo Sensoji, no distrito histórico de Asakusa, em Tóquio.

Outro ângulo do portão de acesso (Hozomon) ao Templo Sensoji, no distrito histórico de Asakusa, em Tóquio.


Depois de visitar rapidamente o Templo Sensoji, passeamos pela Rua Nakamise, onde encontramos vários itens típicos do Japão. O comércio estava intenso!

Aproveitei e saí em busca da loja Asakusa Kagetudo (datada de 1945), que vende o tradicional "melon pan" e possui várias unidades na região. O melon pan, ou pão de melão, é um pão japonês que, apesar do nome, não é feito de melão! A massa do pão é levemente adocicada e é envolta por uma camada crocante. E dizem que a Asakusa Kagetudo fabrica um dos melhores melon pan da cidade!

Finalmente encontramos uma unidade da Asakusa Kagetudo e comprei um melon pan para viagem, ao preço de $220 ienes (aproximadamente R$7,50). É possível comprar o pão com recheios variados, mas quis experimentar o melon pan tradicional. Como ainda não estava com fome, deixei para comer mais tarde.

Nakamise-dori, rua comercial em Asakusa com uma variedade de itens bem tradicionais japoneses.

Passeando pela Rua Nakamise em Asakusa, em pleno verão japonês! 

Loja Asakusa Kagetudo que vende o tradicional pão japonês denominado "melon pan".


A verdade é que estávamos tão exaustos que decidimos finalizar nosso passeio por Asakusa e voltar para as nossas hospedagens em Ginza. Afinal, passamos a madrugada viajando de Xangai a Tóquio.

Estava no roteiro visitar ainda a torre Tokyo Skytree, próxima a Asakusa. A torre possui 634 metros de altura e foi inaugurada em 2012, com direito a observatório. Infelizmente, nosso cansaço era maior do que a vontade de visitar esta atração... e olha que o dia estava lindo, o que, com certeza, proporcionaria um belo pôr do sol!

Um pouco depois das 16:00, pegamos o metrô da linha Asakusa na estação Asakusa e descemos na estação Higashi-ginza.

Meu amigo e eu nos despedimos e fomos para as nossas respectivas hospedagens. Antes, parei na konbini Mini Stop, a mesma onde tomamos café da manhã, e comprei duas garrafas de água no valor total de $216 ienes, já com a taxa de 8% incluída.

Cheguei ao hotel Millennium Mitsui Garden, onde ficarei hospedada pelos próximos cinco dias, concluí meu check-in, peguei minha mala que estava guardada na recepção e finalmente fui para o meu quarto.

Hotel Millennium Mitsui Garden, no bairro de Ginza, onde fiquei hospedada em Tóquio.


Achei meu quarto bastante confortável e amplo (para os padrões japoneses). O chuveiro (com banheira) fica separado do sanitário, que, por sinal, é super tecnológico! Além dos produtinhos (amenities) convencionais, havia também produtinhos Shiseido! Achei chique!

Estava tão cansada que capotei na cama e tirei uma soneca.

Meu quarto no hotel Millennium Mitsui Garden, em Tóquio.

Meu quarto no hotel Millennium Mitsui Garden, em Tóquio.


Acordei às 23:00 com fome e lembrei que tinha o melon pan para comer! Vontade zero de sair do hotel!

Mesmo frio, o melon pan da Asakusa Kagetudo é uma delícia! Ainda estava crocante por fora e macio por dentro.

No frigobar do quarto, descobri duas garrafas de água deixadas como cortesia, assim como existia nos hotéis onde fiquei hospedada na China.

Delicioso melon pan da Asakusa Kagetudo!

Delicioso melon pan da Asakusa Kagetudo! Crocante por fora e macio por dentro.


Depois de comer meu melon pan, voltei a dormir! Este primeiro dia em Tóquio foi realmente intenso!

MAPA INDICATIVO:



TROCA DE MOEDA:

MOEDA TROCADA EQUIVALENTE A IENES COTAÇÃO
CNY 700 (yuans)* JPY 10.059 14,37
USD 300 (dólares) JPY 32.337 107,79
Total de Ienes Adquiridos: 42.396 / Resta em Dólares: 200

Observação(*): Saldo final em yuans que restou da viagem à China, conforme tabela de gastos diários da postagem anterior.

GASTOS DIÁRIOS (em ienes):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Cartão de metrô/trem Pasmo: 5.020 Cartão de metrô/trem Pasmo: 5.000 20
Ueno Zoo: 600 Ueno Zoo: 600+150=750 -150
Museu Nacional de Tóquio: 620 Museu Nacional de Tóquio: 0 620
Tokyo Skytree: 4.000 Tokyo Skytree: 0 4.000
Alimentação: 5.000 Alimentação: 3.827 1.173
15.240 9.577 5.663
Saldo Inicial: 42.396 / Saldo Atual: 32.819 / Economia Geral: 5.663

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