02 março 2019

[China/Japão 2018] 12º dia: Harajuku, Omotesando, Shinjuku e Shibuya (Tóquio)

Mais um dia em Tóquio, no Japão! Contudo, este será o último dia em que meu amigo e eu passearemos juntos.

Pela parte da manhã, visitamos o belo santuário xintoísta Meiji Jingu, situado em uma vasta área verde em meio à loucura da cidade. Em seguida, passamos rapidamente pela Takeshita Dori, famosa rua de Harajuku, repleta de lojas bem estilosas e lanchonetes/restaurantes temáticos. Os jovens de Tóquio adoram se reunir por aqui, principalmente aos domingos!

À tarde, passeamos pela luxuosa região de Omotesando, importante área comercial de Tóquio, abrigando lojas das mais importantes grifes de luxo, além de charmosos (e caros) restaurantes e outros estabelecimentos.

Ainda pela parte da tarde, visitamos algumas atrações do distrito de Shinjuku, como o Tokyo Metropolitan Government Building, um edifício com duas torres nas quais há observatórios gratuitos, além do Shinjuku Gyoen National Garden, um parque bem famoso para apreciar as cerejeiras floridas durante a primavera.

Finalizamos o dia visitando Shibuya, distrito de Tóquio onde fica o cruzamento mais movimentado do mundo! Uma loucura! E claro que não podia ir embora de Shibuya sem conhecer a estátua do cachorro Hachiko, que possui uma história emocionante!

A seguir, o relato detalhado deste dia em Tóquio, incluindo fotos, informações e uma comparação entre os gastos estimados com os gastos efetivos.

ROTEIRO ORIGINAL (Quarta-Feira 12/09/2018):

Harajuku
    Santuário Meiji Jingu 
    Takeshita Dori
Omotesando
Shibuya
    Estátua do cachorro Hachiko
    Cruzamento de Shibuya

RELATO DO DIA:

Às 08:30, encontrei meu amigo para tomar café da manhã no restaurante Denny's, em Ginza, como tem sido de costumo durante nossa estadia em Tóquio. A comida é boa e com um preço acessível.

Pedi um dos combos especiais de café da manhã, contendo pão tostado com queijo, ovo cozido e café, no valor de $430 ienes (aproximadamente R$14,00), com a taxa de 8% já incluída.

Em seguida, pegamos o metrô de Ginza até a estação Harajuku, com o objetivo de visitar Meiji Jingu, um santuário xintoísta.

Um pouco de história...

O santuário xintoísta Meiji (ou Meiji Jingu) teve sua construção iniciada em 1915 e formalmente inaugurada em 1920, com o objetivo de homenagear o Imperador Meiji e a Imperatriz Shoken, já falecidos à época. Contudo, seus arredores foram formalmente concluídos em 1926.

Meiji foi o primeiro imperador da era moderna do Japão, subindo ao trono em 1867 no auge do período denominado Restauração Meiji, que deu fim à era feudal. Durante o Período Meiji (1868-1912), o Japão passou por um processo de modernização e ocidentalização, tornando-se, assim, uma das maiores potências mundiais da época.

Infelizmente, o santuário original foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, sendo reconstruído em seguida, financiado por meio de levantamento de um fundo público. A nova edificação foi finalizada em outubro de 1958.

Meiji Jingu está localizado em uma área de floresta de 70 hectares, constituída de 120 mil árvores de 365 espécies diferentes, as quais foram doadas por pessoas de todas as partes do Japão. O local virou uma área de lazer e descanso em meio à correria do centro de Tóquio.

(Fonte: compilado dos sites Japan Guide, Wikipedia e site do Meiji Jingu)


Chegamos ao santuário por volta das 10:00 e começamos nossa visitação passando por um belíssimo torii (portão tradicional japonês) que há na entrada de Meiji Jingu. O templo fica em meio à uma magnífica área verde.

Curiosidade: No Japão, as duas religiões predominantes são o Xintoísmo e o Budismo. A palavra xintoísmo geralmente é traduzida como "caminho dos deuses", sendo as principais características do Xintoísmo o politeísmo (vários deuses), o culto à natureza e aos antepassados. Além do mais, deve haver um equilíbrio entre o ser humano e a natureza, sendo necessária a purificação do corpo e da alma. Contudo, o Xintoísmo, que é originário do Japão, somente foi sistematizado após a chegada do Budismo ao país no século VI. Originário da Índia, o Budismo representa uma atitude perante o mundo, uma técnica de comportamento, com o objetivo de desapegar-se de tudo o que é transitório e material. O fato é que as duas religiões coexistem pacificamente no Japão e interagem entre si. Por fim, geralmente um templo refere-se ao lugar de adoração ao Budismo e o nome costuma terminar com o sufixo "ji". Por sua vez, um santuário refere-se ao lugar de adoração ao Xintoísmo e o nome costuma terminar com o sufixo "jingu". Outra característica de santuários xintoístas é a presença de um portão tradicional japonês, chamado de torii, marcando a entrada ou proximidade de um santuário.

Belíssimo torii (portão tradicional japonês) indicando a entrada do santuário xintoísta Meiji Jingu.


Perto da entrada, encontramos dois paredões bem interessantes. Um feito de barris de saquê enrolados em palha, e outro feito de barris de vinho.

Os barris de saquê foram doados em homenagem ao Imperador Meiji e a Imperatriz Shoken pelos membros da Associação de Produtores de Saquê do Japão. Lembrando que o Período Meiji foi de grande importância para o crescimento e modernização do país, encorajando o surgimento de várias indústrias e o desenvolvimento tecnológico.

Por sua vez, os barris de vinho foram doados por vinícolas de Bourgogne, na França, consagrando, assim, o espírito da paz e amizade mundial, principalmente entre Japão e França.

Barris de saquê enrolados em palha, doados em homenagem ao Imperador Meiji e sua esposa.

Barris de vinho doados em homenagem ao Imperador Meiji e sua esposa.


Próximo à entrada do santuário Meiji, encontramos uma fonte de água (chamada chozuya), típica dos santuários xintoístas. Esta fonte serve para lavar as mãos e a boca. Existe todo um ritual de lavagem que a pessoa deve seguir, no intuito de se purificar antes de entrar no santuário.

Perto do santuário, também encontramos os denominados "emas", que são placas de madeira utilizados em um ritual xintoísta. Cada ema possui de um lado o desenho de um animal ou figura mítica. No seu verso, a pessoa escreve um agradecimento ou pedido. Após, o ema deve ser pendurado em um local específico. No santuário Meiji, cada placa estava custando $500 ienes (cerca de R$16,00), que são utilizados para ajudar na manutenção do local.

Visitando o santuário Meiji Jingu, em Tóquio.

Mais um torii indicando a entrada do santuário xintoísta Meiji, em Tóquio.

Fonte de água (chamada chozuya), típica dos santuários xintoístas, fazendo parte de um ritual de lavagem e purificação.

Visitando o santuário Meiji Jingu, em Tóquio.

Visitando o santuário Meiji Jingu, em Tóquio.

Placas de madeira ("ema") para escrever um agradecimento ou pedido. 


Ficamos passeando pelo santuário Meiji até às 11:00. O local é imenso, repleto de atrações (algumas pagas) e muito agradável. É possível passar o dia inteiro aqui! Contudo, tínhamos que dar seguimento com a programação, visto que seria nosso último dia juntos em Tóquio.

Saímos de Meiji Jingu e caminhamos até a entrada de Takeshita Dori, a rua mais famosa da área denominada Harajuku, no bairro de Shibuya.

Harajuku se tornou famosa nos anos 90 devido ao grande número de artistas de rua e jovens com roupas extravagantes que se reuniam lá principalmente aos domingos. Tradição esta que continua até hoje. Então, se quiser visitar Harajuku em um dia bem badalado, vá num domingo!

Na Rua Takeshita, há várias butiques de moda e outros produtos voltados principalmente para o público jovem e descontraído. Em Harajuku, há também cafeterias, sorveterias e lanchonetes temáticas, no mínimo bem peculiares!

Takeshita Dori, rua mais famosa da área denominada Harajuku, em Tóquio.

Passeando por Takeshita Dori, rua mais famosa da área denominada Harajuku, em Tóquio.


Queria ter explorado melhor a região, mas meu amigo não se empolgou muito! Assim, passamos rapidamente pela Takeshita Dori e depois fomos procurar um lugar para lanchar.

Resolvemos comer em uma lanchonete de comida mexicana, denominada Guzman y Gomes (franquia originada na Austrália), localizada na loja de departamento Laforet Harajuku.

Pedimos uma porção grande de nachos com carne e um refrigerante, totalizando em $1.620 yenes (aproximadamente R$54,00), já com a taxa de 8% incluída, ficando $810 ienes para cada.

Depois do lanche, fomos dar uma volta em Omotesando, com o objetivo de conhecer a badalada loja de doces Dominique Ansel Bakery, mais uma indicação da Bia do perfil @conhecendojapao.

Na verdade, Omotesando foi originalmente desenvolvida em 1919 para ser a principal avenida de acesso ao santuário Meiji Jingu. Com o passar do tempo, a avenida foi se transformando em uma área comercial importante de Tóquio, abrigando lojas das mais importantes grifes de luxo.

Pelos arredores da bela e imponente Avenida de Omotesando foram se desenvolvendo pequenas e charmosas cafeterias, restaurantes e butiques especializadas. Então é bom preparar o bolso por aqui! Omotesando é puro luxo!

Enfim chegamos a Dominique Ansel Bakery! Local super charmoso e agradável, com uma vitrine de doces que enchem os olhos de gula! Dominique Ansel é um renomado chef francês com lojas em Nova York, Los Angeles e Londres.

Atualização: A loja Dominique Ansel Bakery possuía duas unidades em Tóquio, uma em Ginza e outra em Omotesando. Contudo, ambas foram marcadas como fechadas permanentemente.

Minha vontade era pedir todos os doces da vitrine, mas como os doces são caros, resolvi experimentar apenas dois: um Salted Caramel Éclair (éclair de caramelo salgado) e um Mont Blanc (doce com um pouco de álcool em seu recheio). Meu amigo experimentou um cheesecake.

Abaixo, o detalhamento da minha conta no Dominique Ansel Bakery:

- Espresso: 370
- Salted Caramel Éclair: 500
- Mont Blanc: 700
SUBTOTAL: 1.570
- Taxa (8%): 130
TOTAL: $1.700 ienes (aproximadamente R$57,00)

Loja de doces Dominique Ansel Bakery, em Omotesando.

Loja de doces Dominique Ansel Bakery, em Omotesando.

Doces que experimentamos na Dominique Ansel Bakery, em Omotesando.


Para ser bem sincera, não achei os doces que experimentei tão saborosos para justificar a fama e o preço do local. Meu amigo também não gostou do cheesecake que ele pediu... parecia que o leite estava talhado... Mas, valeu a experiência!

Deixamos a loja Dominique Ansel Bakery, em Omotesando, por volta das 13:00.

Como estava muito cedo para visitar Shibuya, resolvemos passar antes na região de Shinjuku. Para chegar lá, fomos de metrô.

Shinjuku é um importante distrito comercial e administrativo de Tóquio, abrigando a Estação de Shinjuku (a estação de trem mais movimentada do mundo) e o Tokyo Metropolitan Government Building.

Começamos nossa visita pelo Tokyo Metropolitan Government Building (Edifício do Governo Metropolitano de Tóquio), que possui duas torres (norte e sul) com observatórios gratuitos a 202 metros de altura.

Curiosidade: O Tokyo Metropolitan Government Building foi projetado por Kenzo Tange e sua construção finalizada em dezembro de 1990, chegando a ser, na época, o edifício mais alto de Tóquio. O edifício possui 243 metros de altura com duas torres, contendo em cada uma um observatório no 45º andar, a 202 metros do chão. Em condições favoráveis, é possível ver até o Monte Fuji. (fonte: Japan Guide)

Chegamos ao edifício por volta das 13:15 e, à época que visitamos, o observatório da torre sul estava fechado para reformas. Sendo assim, subimos no observatório da torre norte. Para acessar o elevador que leva ao observatório, os visitantes devem passar por um controle de segurança, com checagem de bolsas.

Infelizmente, o dia estava bem nublado, prejudicando a visibilidade. Até tinha a indicação de onde estava o Monte Fuji, mas não consegui ver nada! Ainda bem que o acesso é gratuito, pois achei a vista daqui bem sem graça. Tóquio tem outros observatórios com vistas bem mais interessantes!

Vista a partir do Tokyo Metropolitan Government Building.

Vista a partir do Tokyo Metropolitan Government Building.


Um pouco antes das 14:00, deixamos o Tokyo Metropolitan Government Building e seguimos para o Shinjuku Gyoen National Garden, um parque bem famoso para apreciar as cerejeiras floridas na primavera. Contudo, estávamos no verão e, com certeza, não veríamos nada florido!

Um pouco de história...

Shinjuku Gyoen foi originalmente construído como parte da residência de um lorde feudal do Período Edo (1603-1867). Mais tarde, em 1906, foi transformado em um jardim imperial.

Infelizmente, o parque foi quase totalmente destruído durante a Segunda Guerra Mundial, sendo posteriormente reprojetado e reconstruído, aberto ao público em 1949.

O Shinjuku Gyoen National Garden possui cerca de 58 hectares, constituído por três diferentes estilos de jardim: japonês, francês e inglês. Além do mais, o parque abriga um grande número de cerejeiras de diferentes espécies. Do fim de março ao início de abril, as cerejeiras florescem, tornando o parque em um dos principais e mais bonitos lugares para apreciar as cerejeiras floridas durante a primavera. Outra época interessante para se visitar o parque é durante o outono, principalmente a partir de meados de novembro a meados de dezembro.

(Fonte: compilado dos sites Japan Guide e Ministério do Meio Ambiente do Governo do Japão)


A entrada do Shinjuku Gyoen National Garden estava custando $200 ienes (cerca de R$6,75) por pessoa. Aproveitamos para pegar o mapa do parque e traçar a estratégia de visitação, já que o local é enorme.

Acessamos o parque pelo Shinjuku Gate (noroeste) e saímos pelo Sendagaya Gate (sul), passando por alguns pontos dos jardins japonês, inglês e francês, além de belas lagoas.

Durante a visitação, paramos em alguns lugares para descansar e apreciar a vista, com direito até a se deitar em um imenso gramado bem verdinho que mais parecia um tapete!

A seguir, algumas fotos que tirei durante o passeio pelo Shinjuku Gyoen National Garden.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.

Visitando o Shinjuku Gyoen National Garden, em Tóquio.


Saímos do Shinjuku Gyoen National Garden por volta das 16:30. No local, comprei um chá gelado ($300 ienes) e uma garrafa de água ($120 ienes).

Do portão sul do parque (Sendagaya Gate), caminhamos até a estação Kita-Sando, onde pegamos o metrô rumo à estação de Shibuya.

Chegamos a Shibuya um pouco antes das 17:00 e fomos direto visitar a estátua do cachorro Hachiko. Até que tinha pouca gente para tirar foto com a estátua, que fica entre a estação de trem e o famoso cruzamento de Shibuya.

A estátua é uma homenagem à lealdade do cachorro de nome Hachiko, da raça Akira, ao seu dono, um professor da Universidade de Tóquio. Diariamente, o cão acompanhava seu dono até a estação de Shibuya, logo pela manhã, e retornava ao fim da tarde para esperá-lo para voltarem juntos para casa. Acontece que o professor, dono de Hachiko, faleceu na Universidade de Tóquio em maio de 1925 e não mais retornou à estação de Shibuya. Mesmo assim, Hachiko continuou aparecendo todos os dias em frente à estação na esperança de reencontrar seu dono. Sua triste espera durou quase 10 anos, quando veio a falecer próximo à estação de Shibuya em março de 1935. (fonte: Wikipedia)

Recomendo assistir ao filme "Sempre ao seu Lado" (título em inglês "Hachiko: A Dog's Story"), de 2009, estrelado pelo ator Richard Gere, e baseado na história de Hachiko. Sempre me emociono muito quando vejo esse filme. É lindo!

Estátua do cachorro Hachiko, em frente à estação de Shibuya.

Cruzamento de Shibuya, em Tóquio.


A fome começou a apetar e resolvemos antecipar nossa janta. Escolhemos comer no restaurante Outback de Shibuya para matar a saudade de um bom pedaço de carne! Os pratos principais acompanhavam salada de entrada.

Abaixo, o detalhamento da nossa conta no Outback:

- Steak 300g: 3.100
- Filé Mignon: 3.040
- Cerveja: 2 x 740: 1.480
SUBTOTAL: 7.620
- Taxa (10%): 762
TOTAL: $8.382 ienes (aproximadamente R$280,00)

Dividimos a conta e cada um pagou $4.191 ienes.

Saímos do Outback às 18:40 e fomos ao famoso cruzamento de Shibuya (ou Shibuya crossing), considerado a intersecção mais movimentada do mundo. É uma loucura atravessar esse cruzamento por conta da quantidade de pessoas! Junte-se a isso, edifícios e telões iluminados ao redor, fazendo do local quase uma réplica da Times Square de Nova York!

Obviamente, além de atravessar o cruzamento, é bacana vê-lo também do alto para se ter uma noção da multidão que passa por aqui o tempo todo. O local mais famoso para se ver o cruzamento de cima é a Starbucks. Contudo, a Bia do perfil @conhecendojapao deu uma dica muito melhor: ver o cruzamento a partir do janelão da estação de Shibuya rumo à linha de trem Inokashira. A vista é privilegiada.

A seguir, dois vídeos que fiz do cruzamento de Shibuya.






Depois dessa rápida visita a Shibuya, pegamos o metrô de volta a Ginza.

Para finalizar meu dia, fui fazer umas comprinhas básicas na sensacional loja Uniqlo!

MAPA INDICATIVO:



GASTOS DIÁRIOS (em ienes):

ESTIMATIVA DE GASTOS GASTOS EFETIVOS ECONOMIA
Alimentação: 5.000 Alimentação: 7.551 -2.551
Parque Shinjuku Gyoen: 200 -200
5.000 7.751 -2.751
Saldo Anterior: 40.259 / Saldo Atual: 32.508 / Economia Geral: 1.318

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